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sexta-feira, junho 25, 2010

diferentes tipos de bruxas(os)




Pagãos

O Paganismo não é uma religião única, mas um termo que engloba todas as religiões que se baseiam no culto à Terra, à Natureza, às divindades naturais. O termo pagão foi generalizado a todos aqueles que não fossem batizados, mas o fato é que o significado do termo é bem mais profundo. Pagão vem do latim pagus ou paganus, que significa, basicamente, “morador do campo” ou “aquele que vive no campo”. Isso porque os povos do campo celebravam as colheitas, tinham sua religiosidade própria; não eram cristãos. Esse foi o termo utilizado pelos cristãos para denominar as pessoas que praticavam os ritos ligados à Natureza. Assim, quando alguém se diz pagão ou neo-pagão, está dizendo que sua religiosidade está ligada ao conceito que tem de sacralidade da Terra, e não que é contra o Cristianismo ou é satanista. Aliás, Satanismo nada tem a ver com Bruxaria, a não ser por definições pejorativas e cristãs.
Neopaganismo
A palavra neo também é latina, então o significado mais correto para o termo neopaganismo seria “paganismo novo”. Já vimos que o Paganismo é o nome dado às práticas dos povos pagãos que viviam no campo. Oras, a não ser que você viva em um sítio ou fazendo isolados do mundo e celebre todas as colheitas, plante etc, você não é exatamente pagão, mas um neopagão. Você está recriando o Paganismo, porém, mora em grandes (ou pequenas) cidades e não está exatamente na mesma situação que seus antepassados, certo? Por isso chamamos o movimento atual de Neopaganismo. Não é o Paganismo dos antigos, mas uma
reconstrução do antigo.
Bruxaria
A Bruxaria é chamada de Arte, Ofício e até de religião, dependendo de alguns praticantes. O fato é que a Bruxaria é um conjunto de crenças pagãs com raízes lá atrás, nos primórdios da humanidade. Muitas bruxas chamam a Bruxaria de “A Velha Religião” justamente por isso (o termo tornou-se especificamente popular na Bruxaria italiana, chamada Stregoneria ou Stregheria), mesmo nunca tendo existido uma velha e unificada religião das bruxas. Novamente, o que temos hoje em dia é uma reconstrução do antigo.
Bruxas(os)
Uma Bruxa é uma pessoa que pratica ritos baseada no culto à Natureza. Hoje em dia, temos uma variedade de crenças e vertentes envolvendo o Paganismo e temos bruxas tanto politeístas quanto duoteístas (que celebram a Deusa e o Deus de forma genérica). Apesar de a Bruxaria antigamente ser vivida e criada em clãs ou entre familiares, aos poucos foram-se desenvolvidos grupos chamados covens e hoje em dia, com a
mania de Bruxaria que tomou o mundo, há uma infinidade de praticantes solitários que buscam desenvolver seu conhecimento por si só, sem a ajuda de covens ou sacerdotes/isas. Alguns consideram a Bruxaria como uma religião, outros como um conjunto de crenças, outros como uma simples Arte ou Ofício que se utiliza da magia natural.
Wicca
Atribui-se este nome às práticas da Bruxaria Moderna, pois quem apareceu com o termo pela 1ª vez foi Gerald Gardner, na década de 1950. No entanto, o que Gardner chama de Wicca não é uma reconstrução da Antiga Religião – não existia “uma Antiga Religião”. Mesmo assim, como os seus livros marcaram o início da época moderna da Bruxaria, Wicca ficou sendo o nome dado à Bruxaria como uma religião estruturada, com seus dogmas, corpo ritual e divindades próprias; a religião da Bruxaria hoje. Para quem é iniciante, tudo isso pode parecer uma verdadeira confusão, mas com o tempo você entenderá direitinho.
Wicca Tradicional
A Bruxaria Moderna é chamada de Wicca. A Wicca Tradicional é baseada nos ensinamentos de Gerald Gardner, de que cada coven tem a sua linhagem (passada exclusivamente através de seus sacerdotes/isas de 3º grau), que remetem ao próprio Gardner. Tais ensinamentos são passados através de uma iniciação tradicional e de um profundo processo de transformação do indivíduo, guiado pelos mestres do coven, que lhes passarão os mistérios da tradição. A Wicca Gardneriana (ou Tradicional) é baseada em um sistema de graus de iniciação (do 1º ao 3º), onde o sacerdote (ou sacerdotisa) se desenvolve até estar apto(a) a passar a tradição a outra pessoa (somente após a iniciação no 3º grau). Bruxos tradicionais acreditam que a auto-iniciação seja uma ilusão inventada para a venda de livros de Bruxaria e afirmam que uma pessoa só pode ser wiccaniana caso seja iniciada por um coven tradicional.
Stregheria
“A Velha Religião”, “The Old Religion”, “La Vecchia Religione”. É a forma italiana da Bruxaria que também é pré-cristã, porém, com a difusão do Cristianismo, adotou diversos elementos da nova religião, tornando-a, de certa forma, bastante popular. No entanto, a Stregoneria mantém muitas crenças e práticas bastante similares à Bruxaria inglesa (divulgada por Gardner) e ensinamentos trazidos desde a época dos etruscos. Muitas bruxas italianas modernas são mulheres católicas que simplesmente continuam praticando sua nativa religião por costume familiar, mantendo a tradição. No Brasil, devido ao grande número de imigrantes italianos que recebemos nos dois últimos séculos, há uma herança forte relacionada à Stregoneria.
Outras formas de Wicca
A Wicca começou a se modificar depois de passar pelos Estados Unidos e pelos anos 70, quando atravessou o movimento feminista (que pegou carona em uma religião que cultuava uma Deusa). Muitos bruxos tradicionais decidiram abrir suas tradições e misturar outros elementos para que a Wicca pudesse se tornar mais acessível, especialmente aos praticantes solitários. Assim, termos como “autoiniciação” começaram a surgir, sugerindo que qualquer um poderia se tornar wiccaniano bastando um ritual de inserção. Do outro lado, bruxos tradicionais defendem a sua religião com unhas e dentes, lutando para que não se perca em meio a tantas deturpações. E, finalmente, no meio dessa turma temos os moderados, que acreditam sim na linhagem tradicional e hereditária, mas que também buscam desenvolver-se sozinhos, já que não têm a possibilidade de serem iniciados por um coven ou mesmo preferem trabalhar sozinhos. Infelizmente, há poucos assim. Será que mudaremos isso?
Religiões Reconstrucionistas
Desde que a Bruxaria e o Paganismo tornaram-se populares, muitas pessoas afirmam erroneamente que o que praticam são exatamente os mesmos ritos e cultos de milhares ou centenas de anos atrás, o que não poderia estar mais longe da verdade. Assim,
o que temos hoje são reconstruções do antigo – não vivemos o Paganismo exatamente como viviam nossos antepassados, mas como vivemos hoje. Cada religião ou vertente pagã hoje em dia tem sua própria estrutura, crenças e pequenos detalhes que fazem dela um caminho particular, e nenhuma delas pode ser vista como “a verdadeira Bruxaria” ou “o verdadeiro Paganismo”. De fato, temos muitas invenções e misturas hoje em dia com o nome Bruxaria estampado na capa, mas estamos descartando essas abominações e falando apenas dos caminhos sérios. Existem diversas vertentes e cabe a cada um descobrir com qual se identifica mais, dentro do Paganismo, caso seja isso mesmo o que seu coração anseia. Não podemos deixar de olhar para o passado, pois ele é imprescindível para tudo o que estudamos, mas precisamos viver o presente, construir o futuro – deixar nosso legadopara as gerações posteriores.
Reconstrucionismo é um termo geral para descrever essas religiões atuais que tentam reviver religiões ou práticas religiosas mais antigas. É uma continuação espiritual do que era o Paganismo antigamente.

(texto retirado da internet- bruxaria net)

Curso de bruxaria on line

Resolvi colocar toda semana a partir de agora alguns textos para se estudar em casa, debater no próprio blog, perguntas e respostas e vamos começar a aprender algumas coisas mais teóricas.

Primeira lição:




Princípios e crenças da Bruxaria

Este é um breve resumo dos princípios básicos da bruxaria.
Bruxas e bruxos são pagãos
E o que é ser pagão? Na nossa cultura se diz pagão aquele que não é batizado, porém a palavra paganismo quem dizer homem do campo, sendo assim, ser pagão é ser uma pessoa que consagra com a natureza, que vive seus ciclos, e a respeita como algo sagrado e divino. A natureza não é um presente de Deus como se diz por aí, ela é a própria deusa e todas as suas formas. A observação da natureza nos faz mais sábios, porque ela nos ensina os ciclos de nossa própria vida. Nosso templo é a natureza, respeita-la preservá-la é uma oração.
Crença na lei do retorno
tudo que você faz, volta três vezes para você. Então aproveite para fazer o bem, porque se fizer o mal, com certeza estará fazendo mal a você mesmo 3 vezes mais. Sabe essa estória que a gente ouve assim: aqui se faz aqui se paga, então, é por aí, só que na bruxaria se paga na mesma moeda e inflacionada!
Faze o que tu queres pois é tudo da lei, da lei!!!! só não se esqueça da lei do retorno.
Bruxas/os são politeístas
Nós somos um povo sem preconceito. Orixás, Avatares, santos, santas, deuses ou deusas, tudo é a representação de uma única coisa: o princípio feminino e o princípio masculino. Só a deusa não é completa. Só Deus também não. Se somos a imagem e a semelhança de algo maior e divino, esse algo maior e divino é homem e mulher.Cada um tem uma afinidade com um panteão, portanto, somos livres pra cultuarmos o que nos é mais próximo. Já vi bruxos cristãos, umbandistas, hindus...sem preconceito. Somos um povo sem preconceito.



quinta-feira, outubro 01, 2009

Bruxaria

O que é...

A bruxaria nada mais é do que uma religião. Muitas vezes encarada como filosofia, ela está presente naqueles que realmente entendem o sagrado como princípio fundamental do universo, uma vez que os deuses e todas as suas energias e heranças fazem parte de um completo equilíbrio, que é a chave da pura existência por si só. Sendo assim, seus seguidores não acreditam em uma separação entre o bem e o mal, já que nada pode ser denominado como algo se não houver um contraposto, o que poderíamos resumir desta forma: não existe luz sem trevas, pois se as trevas não se fizessem presentes não saberíamos o que é a luz, por não termos uma base de comparação e esta nos passaria desapercebido e nem ao menos haveria sentido para nós o conceito que temos hoje a respeito; e assim procede com tudo o que se entende por existência: equilíbrio e harmonia, os opostos se atraem justamente por se completarem.

A partir daí podemos entender a crença na reencarnação onde uma vida não é o suficiente para ninguém se tornar um ser perfeito, ou quase perfeito, pois somos pequenos, e mesmo com toda a maestria dos deuses em nossas vidas quase sempre cometemos deslizes, e essas transformações não passam de processos ou etapas da qual necessitamos em prol da nossa própria evolução.

Em uma religião onde se tem essa concepção em que o simples fato de existir é sagrado, entendemos que cada molécula possui vida e com a natureza não é diferente, muito pelo contrário: na natureza, e em todas as coisas aparentemente simples, é que podemos nos conectar com o pedacinho divino que há dentro de nós e nos reencontrar com a nossa essência adormecida por toda essa ânsia de modernidade e glamour que a atualidade nos trás. Dessa forma trabalhamos nossa espiritualidade plenamente interagindo com a natureza da qual tanto necessitamos e nossas celebrações se baseiam, assim como para nossos ancestrais nos primórdios da humanidade, com os ciclos da natureza e da vida em si; acompanhando os solstícios* e equinócios*, mudanças de estação, colheitas e tudo aquilo na qual necessitamos e cada vez mais ignoramos, retomando a ligação a muito esquecida desses ciclos com as histórias de nossos deuses.

Portanto, pode-se dizer que, é uma religião baseada no primitivo sim, sem esquecermos a realidade em que vivemos, isto é, não vamos deixar de aproveitar as praticidades de um carro ou um computador porque na época não existiam, assim como trazemos a simbologia de cada tipo de ritual ou celebração para os dias de hoje, adaptando à realidade em que vivemos, por exemplo: um ritual voltado à fertilidade para que a colheita seja farta, podemos transmutar em um ritual de prosperidade para nossas vidas em si, seja financeiramente, realização pessoal etc., a não ser que você viva em um local afastado dependendo das ditas colheitas (você seria um privilegiado com certeza). Claro que isto sempre feito com total consciência! Não fazendo nem desejando nada a ninguém que não se queira a si mesmo e nem nada que possa chegar a prejudicar alguém, e isto inclui o meio ambiente!! Se o prejudicamos, prejudicamos aos nossos “pais” ou deuses e conseqüentemente a nós mesmos e vice-versa, pois todos somos um!!!

É uma religião de liberdade com conscientização. Assumimos nosso sagrado interior percebendo a essência divina em nós mesmos, nos amamos como realmente somos e nos libertamos de amarras e preconceitos que a sociedade nos impõe, principalmente quando nos reunimos e cantamos para os deuses com alegria e, em certos momentos, até mesmo com um pouco de infantilidade, por nos sentirmos confiantes em libertar nossa criança interior e a pureza que ainda somos capazes de guardar dentro de nós, bem lá no fundo...
Amamos profundamente a natureza por fazermos parte dela, e a vemos como o próprio corpo da Deusa que é nossa mãe e tem tanto para nos ensinar se soubemos ouví-la, estamos sempre buscando muitas formas de mostrar para as pessoas o quanto ela está sendo desrespeitada e assassinada! E francamente, me parece simplesmente inconcebível a idéia de como as pessoas podem encarar a natureza como algo tão casual e irrelevante, ainda não consigo entender, como as pessoas podem passar pela natureza e nem sequer voltar os olhos para ela; como não conseguem enxergar a beleza e sentir sua vibração, a magia pura que ela consegue passar pra você, pelo simples fato de estar lá; é só parar por um instante e prestar atenção, mas todos estão sempre muito ocupados para isso...


Bom, como em qualquer religião possuímos certas tradições e crenças (ironicamente muito semelhante às que encontramos em religiões bem posteriores ao paganismo), segue uma breve introdução:

- Celebrações em datas ou períodos específicos:

1. Sabbaths - rituais solares ou dias de poder:
Relacionados ao Deus e aos processos dele com a Deusa que formam a roda do ano. É um ciclo de morte e renascimento que passa por diversas fases começando pelo nascimento deste pelo útero da Deusa, crescimento, descoberta do amor, união entre ele e a própria Deusa, auge do seu poder e declínio até sua inevitável morte para renascer por intermédio da Deusa a partir de sua própria semente.
2. Esbbaths – rituais lunares relacionados a Deusa:
Relacionados com as fases da lua pois cada fase representa um aspecto ou face da Deusa e seu próprio ciclo de morte e renascimento: crescente:jovem – cheia:mãe – minguante:anciã – nova:transmutação (morte e renascimento). Sendo assim cada mudança de fase é uma noite de poder onde podemos praticar magia com uma vibração mais forte ou simplesmente celebrar a ocasião. Na maioria das vezes isto acaba sendo feito apenas na lua cheia pois é quando ela atinge o seu auge e corresponde a fase em que a Deusa amadurece e se torna mãe de todas as coisas; é o auge do seu poder. As vibrações lunares sempre foram sentidas por nós e percebidas através das influências que elas exercem* e muitos defendem que deveríamos praticar os Esbbaths em cada mudança de fase e não apenas em seu ápice, claro sempre respeitando a simbologia de cada uma delas.

- Altar:
Centro de conexão com o divino e com nosso espiritual; nosso ponto de força. Meio de expressarmos e materializarmos nossos pensamentos, crenças e sentimentos. Acabam se tornando nosso reflexo e reflexo de nossa dedicação e é nosso apoio durante execução de nossos rituais.

- Instrumentos Mágicos:
Cada um possui sua respectiva função, logicamente mágica, como direcionar energia, limpar o ambiente etc. São apenas ferramentas, mas que se tornam especiais e acabam criando vida, exigindo todo o cuidado e carinho.

- Símbolos:
Como qualquer símbolo são imagens, traços, ou simplesmente associações com coisas do dia-a-dia que possuem um certo significado ou correspondência. Sendo simples ou muito complexos, são usados como amuletos, representações, limpeza etc. Acreditamos que cada um projeta uma certa energia e influência, e que devem ser utilizados com sabedoria para fins específicos correspondentes a sua essência.

- Elementos:
Para nós os quatro elementos (terra-ar-fogo-água) possuem vida própria. Os quatro estão dentro de nós e de tudo o que existe, pois sem a existência dos mesmos não haveria vida.) Podemos utilizar a energia dos elementos, que é diferente para cada um deles, em nosso auxílio conforme correspondência com sua essência, além de nos comunicar e interagir com os espíritos guardiões de cada elemento (elementais), que são criaturinhas bastante curiosas.

- Outros Seres:
Além dos espíritos da natureza, ou elementais, acreditamos na existência e influência de outros seres como anjos, guardiões ou guias como o animal de poder, etc. Cada um possui sua própria essência, assim como uma função diferenciada; todas necessárias ao equilíbrio do universo.

- Oráculos:
Quando se fala em oráculo logo vem a mente uma certa posição de “vantagem”, no sentido de: estar a frente do futuro prevendo-o e assim evitar ter de passar desagrados. Até certo ponto isto está correto, mas o que se deve ter em mente é que o intuito do jogo ou consulta é o conselho e não a solução; além de serem uma chave muito valiosa para o auto conhecimento. Devemos ter em mente que os obstáculos e problemas na qual somos obrigados a enfrentar na vida fazem parte do nosso crescimento pessoal e são completamente necessários à nossa evolução espiritual. Portanto o oráculo é, na verdade, uma ponte ou guia, disponível para nos ajudar a entender mais profundamente nossa situação e quais alternativas possuímos para agirmos em relação a ela. Afinal o futuro não é imutável e a partir do momento em que se consegue um vislumbre do que está por vir, adquirimos também um controle maior e muito mais força para realizar as mudanças necessárias.

* Solstício: momento em que o sol (visto a partir do ângulo da terra), atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Ocorrem duas vezes por ano (entrada do verão e inverno) e, quando no verão, significa que a duração do dia é a mais longa do ano assim como, no inverno, duração da noite é que é a mais longa.
** Equinócio: momento em que o sol (visto a partir do ângulo da terra) cruza a linha do equador e os dias e noites têm a mesma duração (12 horas cada). Ocorre em duas datas e marca mudanças de estações (entrada do Outono e Primavera). *** Influências lunares podem ser vistas nas marés, no ciclo menstrual, mudanças de humor e de vontades, resultados de projetos conforme a lua na qual foram iniciados etc...
Texto por: Freya

terça-feira, setembro 15, 2009

Altar mágico - parte 2



Altar Mágico (parte 2)

Como montar um altar?

Entendemos como e porque fazemos um altar mágico, mas o que colocamos nele para representar os Deuses?
Queremos trazer para nosso tato e visão o que os Deuses representam para nós, como não conseguimos ver ou pegar o AMOR, nós temos que representa-los pelo que conhecemos do Universo.
Então, imaginemos que nosso altar é um pedacinho desse universo: e dentro dele vamos representar todos os elementos que são na verdade Nosso Deus e nossa Deusa: A terra, O ar, O fogo e a água.
*Para cada elemento existe uma direção:
Norte = terra
Leste = Ar
Sul= Fogo
Oeste= Agua

Podemos começar nosso altar achando a direção Leste, apenas olhando para o Céu e vendo onde o Sol nasce, ou para o Oeste, onde o sol se põem. A noite, estando no hemisfério sul ,encontrar o cruzeiro do sul, lá é a direção sul. Podemos achar o Norte com uma bússola, ou se vc realmente não tiver como saber onde estão as direções (difícil hj em dia mas vamos dar um desconto ,pois vivemos num mundo cheio de poluição e cheio de arranha- céus) podemos determinar onde será nosso norte traçar um pentagrama imaginário e a partir dele seguir a correspondência para cada elemento (ver desenho).A partir daí, já sabemos onde colocar nossos elementos: Terra, ar, fogo e água. A maioria das pessoas o colocam na direção norte, no elemento terra mas alguns preferem voltá-lo para o leste, já que é onde o sol nasce e representaria coisas novas. Eu pessoalmente prefiro a Terra considerando-se que os rituais se iniciam aí, ou seja, no material, que é onde nós estamos; daí passamos, no decorrer do ritual, para o leste (ar), sul (fogo), oeste(água) e por fim voltamos para a terra fechando o ciclo. Costumo associar também desta forma: se o altar é a “materialização”, ou seja, trazer para o plano físico as energias sutis com que trabalhamos, crenças etc, nada mais lógico do que plantá-lo no elemento correspondente: terra. Podendo ser feito no chão em cima de um pano, pedra plana, ou móvel, dispomos os objetos conforme sua correspondência:

Terra: cor marrom, pedras, plantas, a própria terra

Ar : cor amarela, incenso, penas de pássaros.

Fogo: cor vermelha, vela, lamparinas

Água: cor azul, conchas, taças, cálices.

Agora que sabemos as direções, os elementos correspondentes para cada direção e os objetos correspondentes para cada elemento ficou mais fácil.
É só seguir a intuição e NUNCA deixar de lado um elemento mais forte do que qualquer outro: O AMOR, afinal é a sua dedicação aos Deuses que faz com que vc monte um altar mágico.

*Sendo pessoal a egrégora que vc quer seguir, poderá achar as direções em outra ordem. Na bruxaria Natural alguns seguem a egrégora do Sul, colocando a direção sul para a Terra e direção norte para o Fogo, pois mudam de hemisfério norte para o sul.

segunda-feira, setembro 14, 2009

O Altar Mágico - 1ª Parte

Do latim altare ou ara (lat. class.): plataforma semelhante a uma mesa constituída por uma rocha, elevação ou outra estrutura que possibilite ao sacerdote, líder ou mentor espiritual, sacrificar à divindade, ou divindades, em um templo religioso ou local sagrado.

Mas a final, o que é um altar. Qual a função dele?

O altar é uma herança que vem desde a era primitiva*, de natureza religiosa, originado para realizar a conexão com o divino. Tanto que, na própria bíblia, existem várias passagens citando altares em “lugares altos” (ex: e mandou-se destruir os templos e altares levantados em lugares altos onde se fazia sacrifícios a Isthar, Astarth, Baal etc...), pois, se buscarmos o pensamento primitivo, teremos que os Deuses habitam nos céus, sempre acima de nós, portanto quanto mais alto o local de adoração mais próximos estaríamos deles.**
Mas e os sacrifícios? Porque esses altares eram usados para esta finalidade?
A essência de sacrifício seria de “doar-se”, “sacrificar-se” no sentido de dispor ou privar-se de algo na qual se necessita, ou que fará falta. Os rituais eram sempre baseados na colheita, fertilidade e etc, e essas oferendas eram uma forma de fazer a “sua parte” enquanto se está pedindo ou agradecendo aos deuses, o que estreitava a relação homem-divindade. Infelizmente, levando-se em consideração, novamente, o pensamento primitivo, essa idéia de entregar algo era totalmente extremista, já hoje praticamos os mesmos princípios utilizando-se de simbolismo e mantendo a mesma força; colocando-se alimentos como frutas ou bolos dedicados aos deuses em nossos altares nos rituais na qual nós mesmos podemos compartilhar e desfrutar no decorrer do mesmo.

Partindo-se deste princípio de “conexão” ou “ligação” com os deuses, todas as religiões possuem algum tipo de altar, no catolicismo, por exemplo, é a mesa onde se celebra a missa***, no protestantismo é onde os pastores pregam durante os cultos, nos terreros de religiões africanas temos altares com imagens de entidades e orixás, no budismo altar com a imagem referência do iluninado Buda e assim por diante. Isto porque, necessitamos de uma representação física daquilo em que acreditamos, e na bruxaria também funciona dessa forma...


* O Santuário de Stonehenge por exemplo (período Neolítico – idade da pedra polida – entre aprox. 18.000 e 5.000 a.c.), no sul da Inglaterra, foi construído para fins religiosos já que a estrutura, onde há também um altar estão posicionado para a direção onde o Sol nasce no dia de solstício de verão; remetendo a riruais de um culto solar. Datando de um período anterior , temos os desenhos nas cavernas (período Paleolítico – idade da pedra lascada – entre aprox. 2.5000.00 anos atrás e 6.000 a.c.) seriam realizados por caçadores com intuitos mágicos: estar influenciando na captura do animal assim que possuíssem a imagem do mesmo ferido mortalmente em um desenho. Além, destas, a maioria das imagens eram femininas com seus corpos bem destacados, remetendo aos aspectos da deusa de fertilidade etc e isso se aplicava também à esculturas, sendo Vênus de Willendorf a mais conhecida.

** Outros locais de adoração ficavam sempre na natureza ou próximos a ela, devido a consciência que os homens já possuíam de sua relação com o divino.

*** A utilização de crenças e hábitos pagãos para facilitar a conversão detes à nova religião pode ser vista nitidamente em toda a estrutura cristã ex.: o sacrifício do “cordeiro de Deus” para “retirar” os pecados da humanidade nada mais é do que uma alegoria “mascarando” os antigos sacrifícios pagãos, vividos pelo personagem de Jesus Cristo, mudando-se assim o foco mas não as origens.

Altar na Bruxaria:

È o nosso ponto focal mágico, é como materializamos nossos sentimentos, crenças e práticas espirituais, centro de conexão com os deuses. A quem defenda que todos deveríamos possuir um altar fixo em casa, um cantinho espiritual e não montá-lo apenas para os rituais. Mas, ao fazê-lo, devemos ter em mente de que será nosso reflexo, e de nossa dedicação, é especial e sagrado, e deve ser tratado como tal. Sempre limpo e organizado por uma questão de respeito e devoção, além de servir também como um termômetro de nossas energias e ponto de força ou poder pois, ele é parte de nós, e é assim desde o momento em que se começa a idealizar sua confecção.Mais uma coisa é fato: sendo fixo ou não, é extremamente pessoal, havendo divergências na forma de organizá-lo. Por isso, temos sempre que seguir nossa intuição e nosso coração, afinal a Bruxaria é isso mesmo, e assim poderemos fazer as associações necessárias para representar cada parte dele de forma bonita e coerente, e mesmo que seja simples a força dele estará na simbologia, e no que ele representa.

Postado por: Freya.
- No próximo Post, detalhes e dicas de como montar o altar -