segunda-feira, dezembro 21, 2009

Yule - Solstício de Inverno Parte II


Conforme foi dito em nosso primeiro esboço Yule é a data perfeita para a confraternização e celebração da esperança! Assim como a natureza, ciente dos dias de frio que ainda terá de suportar, aguarda pacientemente o momento certo para disseminar seus frutos, devemos nos preparar e planejar os novos passos, novas ações para a nova fase que se aproxima. É o momento de refletir sobre o milagre da vida, da luz após a escuridão. De como o sol brilhante logo emanará sua energia e tão necessária luz e o calor vital para todas as coisas. Pensar sobre todos os ciclos que o universo, e tudo o que faz parte dele, passa; nas tranformações da natureza, nos ciclos de vida e morte; do renascimento em si.

Entregue-se a alegria e celebre com o coração, afinal o sol está surgindo e logo estará forte, brilhando e iluminando novamente nossas vidas...

Segue algumas correspondências de Yule, assim como algumas dicas para o Sabbath.

Ervas/plantas: carvalho (representa a vida), alecrim, cedro, pinho, visco, azevinho, hera, cardo santo, louro, fruto do loureiro, canela (para a prosperidade), noz moscada, salsa, pinhas, gardénia, rosmaninho, salvia, camomila, juniperos, rosas vermelhas e brancas, salgueiro, visco, todas as árvores que não perdem as suas folhas no inverno e todas as árvores coníferas.

Incensos: louro, cedro, pinho e alecrim, cedro, pinho, loureiro, canela, verbena, olibano, mirra, bulota triturada, carvalho, azevinho, maçã, salvia, canela.

Cores: vermelho, verde, dourado, prateado, azul e branco. Pedras preciosas sagradas: olho-de-gato, rubi, esmeralda, diamante, olho-de-tigre, cristal , granada.

Animais: veado, renas, lobo, esquilos, gato, búfalo branco, urso

Seres míticos: trolls, fénix, duendes, gnomos, fadas das neves

Alimentos: frutas secos, especierias, batatas, maçãs, peras, cenouras, noz, amêndoas, gengibre, biscoitos em formato de símbolos de Yule, bolos, tronco de natal, rabanadas, broas, pizzas e tartes (teem a forma circular representando a roda do ano ou o próprio sol), mel, chocolates, leite, natas, queijos, guizados, frango, perdizes, peru, porco, leitão, pombo, coelho, lebre, javali, salmão, bacalhau

Bebidas:
vinho quente, frio, e condimentado com especiarias, cerveija, cidra quente e fria, chás, eggnog, leite com mel, leites quentes, Punchs quentes.

Obs: Época de suspender as dietas e desfrutar as guloseimas com alegria!

Curiosidade: Para agradecer pelos alimentos os Celtas representavam os três mundos da seguinte forma: um prato com peixe (água), um prato com carne, geralmente assada, (terra) e um prato de aves (ar).

Curiosidade2: “Beber à saúde das árvores do pomar" era um antigo costume pagão da Inglaterra onde colocava-se bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramava-se sidra como uma libação, oferecendo um brinde à mais saudável das macieiras agradecendo pelos frutos; depois os fazendeiros “ordenavam” que continuassem produzindo abundantemente.


Como comemorar seu Yule e montar seu ritual:

É a data perfeia para cantar, reuniões familiares, enfeitar a casa e o pinheiro, trocar presentes (principalmente feitos por nós mesmos), fazer coroas de azevinho, passear na natureza, cozinhar, fazer libações e oferendas aos deuses e aos elementais, tocar sinos (atrair as fadas), tambores (para acompanhar o nascer do Sol), espalhar azevinho pela casa e beijar sempre que se passe por ele, dexar presentes na natureza, decorar um tronco de yule, pendurar guizos nas janelas, manter um fogo aceso até ao alvorescer, acender uma vela em todas as divisões da casa, pintar cones de pinheiro como símbolos das fadas e pendurar na árvore de Yule, colher folhas verdes no dia de Yule e queimá-las em Imbolc para afastar o Inverno e invocar os poderes da Primavera.

Claro que, quando se fala em como realizar um ritual isto é muito pessoal, portanto segue algumas dicas para aguçar sua criatividade e lhe ajudar a ter idéias:

Durante o ritual honre a deusa em seu aspecto de mãe, celebre o nascimento do deus, transmita paz, harmonia, prosperidade, e pode-se fazer cerimônias com mulheres grávidas ou crianças recém-nascidas se estiverem presentes.

- O altar deve ser decorado com plantas correspondentes como o visco por exemplo, e até folhas secas; assim como símbolos, objetos e representações de animais relacionados a Yule e incenso correspondente.

- Se for realizar o ritual ao ar livre prefira uma fogueira ao caldeirão e procure, se possível, ter a árvore decorada de Yule por perto. Caso não possa acender o caldeirão, uma vela vermelha dentro dele resolve.

- Procure acender velas das cores correspondentes, e ter uma taça de vinho. Dance, cante e celebre com alegria, preferivelmente com pessoas de quem você gosta muito; você pode colocar 13 velas vermelhas na árvore e fazer um pedido enquanto acende cada uma delas, e estender a comemoração até que a última delas se apague.


- uma boa idéia é confeccionar guirlandas e a queima do tronco de Yule, feita da seguinte forma: O tronco tem de ser de pinho ou de Carvalho (geralmente se queima o tronco da celebração anterior, se for sua primeira celebração, consiga um pedaço de tronco de uma dessas árvores e guarde para o próximo ano), grave figuras do Sol ou do deus no tronco, prenda fitas vermelhas, verdes, douradas ou ambas, ramos verdes, e o que mais fizer sentido para você. Queime o tronco em sua lareira se tiver uma ou escolha um lugar seguro para fazê-lo e enquanto ele pega fogo mentalize a força do deus, diga algumas palavras se quiser ou cante para ele; faça a sua maneira, como seu coração mandar. Você pode também simbolizar a queima dessa forma: utilizando um tronco fino de aproximadamente 30 cm e com três furos ao longo da madeira, onde você pode colocar 3 nozes, por exemplo, ou velas, além de enfeitá-lo com fitas e ramos. Deixar que as velas (seria bom que fossem uma branca, uma preta e uma vermelha) permaneçam acesas durante o ritual.

- para enfeitar a árvore: você mesma(o) pode pintar as bolas que serão penduradas. Pendure também símbolos de lua, sol e estrelas, sinos e velas. Mentalize a energia dos deuses e dos elementais e honre-os.

Por hoje é só.
Tenha um bom Yule, com muita paz , alegria, prosperidade e fartura!!!

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Yule - 1ª Parte



21 de Dezembro - Hemisfério Norte e 21 de Junho - Hemisfério Sul

Estamos quase lá. Após a morte do Deus em Samhain e a chegada da escuridão no inverno, este está alcançando seu ápice (solstício) trazendo a noite mais longa do ano e, ao mesmo tempo, entrando em declínio onde os dias começam a ficar gradativamente mais longos e mais quentes. É o nascimento de deus menino, a criança da promessa, o deus sol que traz energia e a força para germinar a Terra em repouso e nos mostra que, embora a Terra Mãe em toda sua fertilidade esteja adormecida sob o ar frio, ela está viva e logo voltará a dar frutos. É o renascimento, o começo de um novo ciclo, um recomeço. A deusa é reverenciada em seu aspecto de mãe e logo retornará como jovem para reiniciar o ciclo junto ao Deus, tornando-se assim sua companheira no decorrer da roda do ano.

Como uma das celebrações mais comemoradas desde o período pré-cristão, o Solstício de Inverno foi a primeira festa sazonal das tribos neolíticas (5000 a 2500 a.c.) do norte da Europa sendo, até hoje, considerado o início da roda do ano por muitas tradições e recebeu vários nomes:

- Jol - nórdico antigo

- Saturnalia – romano (17 a 24 de Dezembro). Homenagem ao Deus Saturno. Muitos romanos também cultuavam o deus persa Mitra nascido durante este solstício.

- Yuletide – Teutonico

- Alban Arthuan (Luz do Urso/A Luz de Arthur) – Celtas/Druidico. Para eles era como reafirmar a continuação da vida após o brutal inverno, celebrar o espírito da Terra, pedir coragem p/ enfrentar os obstáculos do período até a primavera.

- Gehul – Saxão

- Häul – gallês

- Zagmuk - mesopotânio

- Dia das Mães – Anglo Saxons

Outros: Meio de Inverno, Festival de Inverno, Festival do Sol, Festival das Luzes, Xmas, Dia de Fiona, e hoje, absorvido pela cultura cristã é conhecido como Natal.

A palavra Yule (iúle) como a conhecemos hoje acredita-se ter vindo provavelmente de “iul” que significa “roda” em escandinavo. Nosso ritual não deveria possuir uma data fixa por depender de condições climática e astrológicas podendo variar de ano em ano, mas costumamos realiza-lo na data prevista (21/12 ou 21/06). Os pagãos germânicos o celebravam dede o final de dezembro até os primeiros dias de Janeiro.

Não importa as variações, analizando todas as crenças a essência da data é a mesma: esperança. A certeza de um recomeço feliz e próspero, a chegada da luz após a escuridão (antigos mitos relacionam seu nascimento a cavernas ou grutas, simbolizando seu nascimento do submundo). Tudo novo, recomeço; nascimento.

Divindades ligadas ao Sol em geral são celebradas nesta época, como: Mitra, Adonis, Apollo, Deus Cornudo, Hélios, Greenman, Lugh, Ra, Odin, Dyonisio, Attis, Saturno, Cronos, Horus, Balder, Sol Invicta, Janus Marduk e outros.

Já a deusa é reverenciada em seu aspecto de mãe em várias identidades: Isis, Athena, Hathor, Hecate, Ixchel, Minerva, Demeter, Gaea, Diana, Brigid, Belisama, Ártemis, Arianhod, Skuld, Aradia, Selena, Sulis, Daphne, Gwenhwyfar, Blodeuwedd, Rhiannon-Epona, Befana, Holda, Tonazin, Lucina, Bona Dea, Rainha das Neves, Hertha, Freya (deusas virginais, das neves, do frio e mães).

Simbologia:

O Visco e o Azevinho::
O visco, chamado pelos druidas de "árvore Dourada" era considerado extremamente mágico, pois eles acreditavam que essa planta possuía grandes poderes curadores sendo utilizados como remédio para a epilepsia e distúrbios nervosos, doenças cardíacas, hipertensão e para a digestão e teria o poder de conceder aos mortais o acesso o outro mundo. Chegou-se até a acreditar que esta planta “viva” (arbusto parasita) teria relação com o com os órgão reprodutores do deus Zeus, cuja árvore sagrada era o carvalho, essa ligação originando-se da idéia de que seus frutos brancos eram gotas do sêmen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa, possuindo a essência divina da vida que traria “imortalidade” para aqueles que o tinha em mãos nesta época.

O Espírito de Natal:

Conhecido como Santa Claus (o atual Papai Noel) foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.

A Árvore, os Enfeites e os Presentes:

Uma árvore que permanecesse verde durante o inverno (representando o milagre da vida mediante as dificuldades pelo frio e pela neve; símbolo de esperança), como o pinheiro por exemplo que muitas vezes era associado a Grande Deusa, era decorada com bolas (símbolo fálico do deus, doador dessa força vital) e uma estrela no topo que é o pentagrama, símbolo da bruxaria. Sinos também eram pendurados nos galhos por serem símbolos femininos de fertilidade, e anunciarem os espíritos que possam estar presentes. Diz-se também que era costume trazer para casa uma destas árvores para garantir que os elementais estivessem em segurança durante o frio e pedir a eles que mantivessem as pessoas tão vivas e fortes durante o Inverno como a árvore.Os presentes na verdade eram oferecidos a estes elementais e para os deuses, assim como os banquetes eram em sua honra. Luzes e ornamentos, como Sol, Lua e estrelas faziam parte da decoração das árvores, para representar os espíritos que eram lembrados no final de cada ano.

A Queima da Acha:

Primeiramente era uma fogueira acesa ao ar livre que possuía relação com o sol que estava renascendo e serviria para “ajudá-lo” a criar força. Depois foi substituída pela queima de uma acha, geralmente de carvalho (considerado a Árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas) e longas velas vermelhas gravadas com motivos solares e símbolos mágicos dentro de casa mesmo.Hoje faz-se três buracos ao longe de um pequeno tronco colocando uma vela em cada um: branca, vermelha e preta simbolizando a Deusa Tríplice. É também decorada com azevinho sempre verde para simbolizar a união da Deusa e do Deus.


Curiosidades:
1 - no calendário chinês, o solstício de Inverno é chamado de dong zhi, ou chegada do Inverno, onde é festejada a passagem de ano. (Ideía de um novo ciclo, recomeço). Também marca o início do ano novo nórdico.
2 - muitos defendem a idéia de que o monumentos como Stonehenge eram construídos de forma a estarem orientados para o por do sol do solstício de inverno e nascer do sol no solstício de verão.
3 o Natal Cristão já foi festejado em várias datas diferentes, mas acabou-se estabelecendo a data (25 de dezembro) em 320 d. C. embora evidências bíblicas mostrem que Jesus não teria nascido durante o inverno, pois haviam pastores cuidando de seus rebanhos nas vigílias da noite, mostrando como aproveitou-se da popularidade destas festividades.

quinta-feira, novembro 05, 2009

sábado, outubro 24, 2009

ERESHKIGAL - A Rainha do Submundo


Ereshkigal. Uma figura um pouco controversa, aparentemente ameaçadora mas que possui uma essência de causar admiração aos que realmente souberem compreenderem.

Uma grande Deusa suméria, filha de Anu (deus do firmamento) e Namu (a senhora dos oceanos) é a Rainha do Submundo. Senhora da energia interior e de tudo o que é intangível, da transformação, morte e renascimento, da justiça das almas, da regeneração. Várias são as lendas ao redor desta figura enigmática mas em todas elas, mesmo sento tão diferentes, podemos perceber uma mesma personalidade, suas características e sua verdadeira essência. Então vamos analisar um pouco do que conhecemos e entender quem realmente ela é.

Teria sido ela anteriormente a deusa Ninlil (filha de Ninshebargunu, uma antiga deusa da agricultura e Haia deus da estocagem) que, segundo a lenda, sendo profundamente desejada por Enlil (deus do ar, primogênito de Anu), acabou sendo violentada pelo mesmo, e fez com que fosse a julgamento frente a assembléia dos Deuses. Ele teria sido condenado a morte para pagar pelo crime e enviado para a Mansão dos Mortos e ela, posteriormente, teria descido em busca dele pois na verdade o amava. Lá acabaram por reinar como Ereshkigal e Gugalana (segundo outras fontes eles teriam retornado para as Esferas Superiores).

Nesse aspecto Ereshkigal seria na verdade uma deusa tríplice este sendo o seu lado anciã, assim como seria a mãe em Ninlil, e a jovem em Inanna (deusa do amor, da sensualidade e da guerra). No mito mais famoso relacionado a Inanna ela teve de descer ao submundo para resgatar seu marido Dumuzzi e assim encarar sua outra face (como deusa negra) em Ereshkigal, sua irmã-avó e parte de si mesma, passando pela morte e renascimento e assim pbtendo o conhecimento do equilíbrio entre a vida e a morte como parte de um todo.

Se analisarmos a mitologia suméria veremos que vários mitos se interligam e se cruzam, havendo várias divergências, como também nomes diferentes para um mesmo deus ou deusa. O consorte de Ereshkigal aparece também como Nergal (deus da guerra e da morte) que segundo este mito, teria ofendido a deusa, se recusando a prestar reverência em seu nome ao seu representante Namtar em uma certa reunião dos Deuses convocada por Anu. Após muita insistência dos outros deuses de ir até ela se desculpar pelo ocorrido pois temiam por sua fúria, acabou se apaixonando por ela e vice-versa. Chegou a fugir do submundo com medo de perder a vida que conhecia ao lado dos outros deuses mas, no final, se decidiu por passar o resto de sua existência junto a ela e juntos governando o mundo inferior.

De qualquer forma detalharei aqui a versão que eu, particularmente, aprecio mais, pois para mim possui uma ligação muito mais tênue com a essência propriamente dita de Ereshkigal e que realmente me ajudou a entender essa essência:


Como Ereshkigal escolheu o mundo subterrâneo para seu reino

Depois de Anu (deus do céus) se separar de sua esposa Ninhursag-Ki (Terra Mãe), suas lágrimas alcançaram as águas do mar de Mãe Namu que o acolheu em sua tristeza profunda e a partir daí Namu gerou um casal de gêmeos perfeitos: Enki e Ereshkigal.

E foi brincando no mar de Mãe Namu que cresceram. Embora vivessem em terra firme e sempre na companhia de seu adorado irmão mais velho Enlil, eram, por vezes, muito sábios para sua idade e desde cedo já mostravam um deslumbre de seus futuros destinos: enquanto Enki adorava boiar na superfície, Ereshkigal preferia mergulhar nas profundezas.

Em meio às brincadeiras Enlil dizia sempre que Ereshkigal perguntava demais. E ela se defendia dizendo que precisava saber das coisas cada vez mais, que sentia existir dentro dela, como no fundo do mar e no interior de tudo o que existe um algo a mais além do que se pode ver ou tocar (físico). Dizia perceber a existência de um mundo tão sutil que não era tão diferente do que conhecemos no físico, que seria um mundo interior refletindo o exterior e vice-versa, uma conexão “invisível” que une planos, formas e tudo o que existe de infinitas maneiras e interligando a tudo e a todos. E dizia sentir que, opostamente aos irmão que trabalhariam com o mundo em que conhecemos (Enlil faz os planos de criação pois é o Deus do ar, e Enki da forma a estes planos como deus da água) a missão dela seria exatamente o intangível.

A partir daí sempre discutia com Enlil pois ele a dizia para prestar atenção em Kur e os Guardiões da Trevas, em como são diferentes, por terem abandonado a segurança de Duku (montanha da criação) são seres zangados e instáveis e não entendia porque tinham que ser assim. Já Ereshkigal defendia que cada um é o que é e que não devemos nos prender a porquês, apenas entender que todos somos diferentes e aceitar esses seres como energias puras que não reconhecem controle ou limites, sendo essa sua natureza. Que basta notar no próprio mundo físico as diferenças entre tudo e que no mundo interior, aí sim, deveria haver algo a mais que uni de forma perfeita todas essas diferenças; algo que perpetua em tudo o que existe e que, nos apegando exclusivamente ao exterior (físico),
acabamos por não perceber.

E destas discussões Enlil sugeriu que ela tomasse cuidado com sua sua curiosidade, que ele mesmo também gostaria de entender Kur e os outros, mas que para o lugar onde eles foram ninguém jamais foi; acreditava que este Mudo Subterrâneo começa onde termina o Mundo Físico e, segundo Mãe Namu, As Grandes Profundezas se estendem tão alto quanto o firmamento e tão ao fundo quanto as águas do mar.

Mas Ereshkigal em seu interior cresceu repetindo para si mesma que não acreditava que aquele fosse um lugar perigoso apenas diferente e incompreendido.
E sempre com um desejo de conhecer o desconhecido e ir além nadava cada dia mais longe e mais fundo e embora sempre cansada fisicamente possuía muita predisposição interior para aprender e cercava Enlil com suas infinitas perguntas.
E com o tempo o seu pensamento foi mudando e, ao invés de se preocupar tanto em achar finalmente as respostas agora pensava em sempre ter perguntas, para poder aprender mais e mais. Entendia que o conhecimento é uma ferramenta, mas o que realmente importa é o fogo espiritual que dá sentido ao que se aprende ao fazer as perguntas certas.

E então, certo dia, ela finalmente concretizou o seu desejo de não retornar ao mundo físico, nadando até perder de vista a Terra Firme por muito e muito tempo até encontrar Kur e os Guardiões espalhados pelos limites da terra na entrada do Mundo Subterrâneo. Percebeu que eles estavam isolados, cada um no seu próprio espaço e se sentiu um pouco ameaçada, mas logo compreendeu que era a dor e desespero por algo que não sabiam o que era ou não se esforçavam para conseguir que os deixava assim e que, na realidade, não seriam seres ruins.
Então ela os aceitou do jeito que são, mesmo diferentes de tudo o que já havia visto e principalmente Kur com sua pele escamosa e asas poderosas, uma fera, e por mais assustador que tentasse parecer ela não sentia medo dele e entendia que por dentro deveria ser belo e que parecia ser a vitalidade da Terra Bruta, antes de ser lapidada.
Então, se dirigindo a todos, disse enxergar a beleza dentro deles e chamou-os para olharem para dentro e reconhecer a centelha que flui dentro de todos, dela e de tudo o que existe e que une a tudo, começando ela mesma mergulhando na solidão de Kur abrindo seu corpo, mente alma coração e espírito para ele.
Ele, por sua vez, afirmou que jurou desafiar até o fim a todos aqueles que se puserem em seu caminho e Ereshkigal respondeu aceitar o desafio desde que não fosse através da guerra, pois teria ido até lá atrás por causa da energia interior, para mergulhar na essência de todas as coisa e que ele seria seu grande desafio, que o entender fazia parte do processo e assim crescer na própria compreensão de si mesma e alcançar o reino mais além onde aparência não conta, apenas a essência... E foi assim que Ereshkigal ganhou o desafio não pela força mas por afeição, pois acabou cativando Kur que também se mostrou a ela e juntos tornaram-se companheiros adentrando o Mundo Subterrâneo e expandiriam seus horizontes mutuamente.

“Encher o vazio deste mundo com o meu ser, ajudar a Kur e tantos outros a olhar para dentro para poder crecser...” (pensou)
E então a voz de Ereshkigal ressoou forte e clara em todos os mundos da Criação, as Esferas Mais Altas, Mundo Físico, nos confis da Terra e pela primeira vez, no Mundo Subterrâneo, nas Grandes Profundezas:

“ Eu escolho as Grandes Profundezas, o Mundo Subterrâneo para meu Reino.”


E a sabedoria imensa de Ereshkigal e sua missão foi finalmente compreendida pelo irmão Enki, que não aceitava o “abandono” pela irmã, apenas quando foi atrás dela para tentar trazê-la de volta:

Enki mal podia suportar a dor da separação de sua mais querida companheira e amiga. E com um enorme peso no coração pela falta da irmãzinha Enlil tentava consolar Enki que lhe pediu para que criasse algo para trazê-la de volta. Enlil pensou e por fim afirmou que não poderia ir, pois tal lugar fica além do dos seus limites devido a promessa que fizera a mãe Ki de ser o guardião da Terra (Mundo Físico) e encorajou o próprio Enki para esta missão dizendo que ele encontraria um meio de fazê-lo principalmente por serem gêmeos e terem um laço muito forte e Enlil realmente esperava que Enki conseguisse. Mas Enki era muito jovem e Enlil começou a ensinar coisas a ele, dizendo que sua palavra era lei, que com ela atribuiu nomes aos Anunaki (deuses e deusas que deixaram a montanha sagrada da criação) mas que isto não era o suficiente e que precisaria da ajuda de Enki para organizar o Mundo Físico. E Enki disse então:
Todos viemos da Mãe Namu...Água, a essência de minha natrureza, e de Ereshkigal também, pode ser moldada em formas infindáveis, dependendo do receptáculo, sem, entretanto, jamais perder a sua essência...
E pensou: Assim como eu mesmo devo aprender, evoluir e crescer para um dia (logo,espero), resgatar Ereshkigal.

E assim Enlil conferia Nome pelo poder de sua Palavra e Enki conferia Forma, significado e identidade e Enki se transformou em Nudimud, o Criador de Imagens, Senhor das Formas Arquetípicas e a ele foram dadas todas as águas doces. E, em meio a administração de construções, passava bastante tempo em um lago ou pântanos pensando em sua promessa e de como cumpri-la. Sabendo que Ereshkigal nadava muito bem e que nadando se foi, pensou em algum modo de atravessar os oceanos e, observando o trabalho de Ningikuga (uma deusa Anunaki que fazia cabanas com argila e trançando juncos), teve a idéia de pedir a ela permissão para usar alguns de seus juncos na construção de um tipo de estrutura que pudesse levá-lo pelos mares e ela quis ajudá-lo em sua nobre missão lhe dizendo como deveria construir estas estruturas para que fossem fortes o bastante. Então ele criou o primeiro barco a remos que chamou de Magur e enquanto construía ia se preparando para a grande jornada. Assim que pronto se despediu de todos e partiu sozinho e remando sempre para o infinito, até que conseguiu chegar ao limiar e foi recepcionado por Kur. Assim que colocou os pés na areia escura e grossa sentiu-se vulnerável como se estivesse sendo revistado de dentro para fora e segurou a cabeça tentando segurar a pressão que vinha de dentro dele, pois se sentia invadido por uma enorme sensação de novos limiares de conhecimento sendo apresentados.
Então ouviu uma voz grave melodiosa e estranhamente calma dizer:
- Não lute contra a sensação. Você irá se adaptar à experiência do Mundo Subterrâneo logo, logo. Lembre-se, porém, da regra básica: se sua alma é pura, então os seus contatos aqui serão harmoniosos e irão faze-lo completo. Mas se você vem com medo, raiva e tudo o que for negativo ou desequilibrado, você terá então de enfrentar as sombras do seu coração, corpo, mente e alma antes de encontrar regeneração, cura e equilíbrio.
Conseguiu levantar a cabeça sem senti-la rodar e viu que tudo era estranho.com uma luz parecia vir de dentro da própria terra. Podia ver o contorno de uma grande construção toda de lápis lázuli e cristal, provavelmente um templo ou palácio. Mas se impressionou com as formas fantasmagóricas, que ele via ao seu redor, algumas muito ocupadas, sabendo o que faziam (seja lá’ o que fosse!), outras parecendo andar a esmo. Seres descarnados, amontoados de ossos que se movimentavam, e se Enki pudesse usar o termo, parecendo estar vivos. Finalmente, voltou-se na direção da Voz que o havia saudado e viu uma figura alta, toda vestida de preto, e com um grande capuz, sua face estava escondida. A Figura fez Enki assumir uma atitude de cautela e respeito que o surpreendeu. Nunca antes havia encontrado uma aura tão grande de autoridade e seriedade. Ele ia se apresentar mas a figura afirmou saber quem ele era e o que queria ali.e perguntou ainda como ele podia ter certeza de que sua irmã iria querer retornar com ele. Disse que todos aqueles que vivem vêm ao Mundo Subterrâneo ao final de seu ciclo de vida no Mundo Físico. Todos, sem exceção e com um gesto amplo, a Presença apontou para os amontoados de ossos descarnados. Portanto, todas estas presenças estão mortas? Ele percebia ter feito uma pergunta retórica A Presença permaneceu em silêncio, mas de uma certa forma, Enki não achou a reserva dela assustadora. - Não havia pensado muito na morte até este momento. Evidente que sei que a morte é algo que acontece aos vivos, às plantas e animais, mas não necessariamente aos Grandes Deuses. A Presença o fez lembrar das sensações quando chegou ao submundo e ele perguntou se também havia morrido. Percebeu uma leve expressão que parecia um sorriso respondeu que ele também havia renascido; que o Mundo Subterrâneo é a Realidade Interior de tudo o que foi, é e será. É o encontro entre vida e morte para que possa haver a cura e a regeneração através do entendimento do equilíbrio e justiça, conhecimento este que é raramente encontrado no Mundo Físico. Que vida e morte formam um ciclo e o mundo subterrâneo está ligado às Esferas Superiores em função dele.
Viver é bem mais do que satisfazer as necessidades básicas do corpo, pois deve também levar em conta a realidade do espírito e se todos os seres vivos se dessem conta disso, poderiam ver sua existência física como caminho de evolução.
Fez-se silêncio, e Enki liberou uma lágrima enquanto alterava seu estado de consciência e viu tudo se transformar na imagem do Mundo Físico Original e reconheceu aquela Presença como sua amada irmã Ereshkisgal.

E na sua frente não havia mais o amontoado de ossos descarnado mas sim uma jovem mulher de idade indefinida, de longos cabelos negros, toda vestida de preto e prata. Se abraçaram e ela lhe disse ter escolhido ficar lá que precisava ficar lá para ajudar aquele que que sofrem por coisas que nunca experimentaram no Mundo Físico a ter entendimento de todo o equilíbrio. Seu trabalho é assegurar que todos os que buscam a essência além da aparência a encontrem.
E ele entendeu que ela era a Guardiã de todos os segredos do Mundo Subterrâneo e que é necessária lá.e que se as Esferas Superiores são o domínio da Forma, onde a Essência está no interior, o Mundo Subterrâneo é o domínio da Essência Perfeita, que está contida na Forma, e que será vista por todos aqueles cuja Visão Interior se projetar além das aparências tudo o que existir no exterior também é igual ao que existe no interior

Então ela deu-lhe como presente de despedida uma semente do submundo que Enki plantou no Mundo Físico após seu retorno e esta cresceu como uma arvorezinha simbolizando um portal para os outros mundos.
E assim a vida veio das profundezas interiores como realmente acontece com todas as coisas.


quinta-feira, outubro 15, 2009

Especial halloween - receitinhas mágicas



Receitas de bruxa

A cozinha é o local mais mágico de toda a nossa casa. É lá que preparamos nosso alimento, de nossos filhos e das pessoas que residem em nosso lar. Além disso, nela também confeccionamos nossos perfumes mágicos, nossos banhos de ervas e todo tipo de feitiços e poções.

Antes de cozinhar magicamente, tome um banho de limpeza, limpe a cozinha (energeticamente e fisicamente), acenda uma vela e um incenso da sua preferência. Ponha uma música para tocar e coloque as mãos da massa!

Salada da prosperidade do dia das bruxas

400g de lentilhas
13 tomates cereja
1 punhado de salsinha picada
1 pitada de gengibre ralado
1 buquê de manjericão
½ cebola roxa
7 colheres de sopa de azeita de oliva
sal e pimenta do reino a gosto


Modo de preparo:

Cozinhe a lentilha em bastante água com sal por cerca de 25 minutos e escorra. Enquanto isso vá lavando os tomates, o manjericão, e a salsinha. Quando a lentilha já estiver fria, junte os outros ingredientes e mexa tudo com uma colher de pau, visualizando a prosperidade em sua vida.
Deixe por 30 minutos na geladeira e sirva. Presenteie seus amigos e parentes com esse presentinho mágico e cheio de sabor!


Doce de abóbora do halloween

Ingredientes:

1kg de abóbora
3 xícaras rasas de chá de açúcar
7 cravos da índia
3 paus de canela
100g de coco ralado fresco

Em uma penela (dê preferência para uma panela de barro) coloque todos os ingredientes menos o coco e leve ao fogo baixo até desgrudar do fundo da panela. Mexa de vez em quando e muito delicadamente. Coloque em uma compoteira,polvilhe o coco e sirva frio.








Salgadinhos do Jack-O-Lantern

- sementes de abóbora
- sal
-1 colher de óleo vegetal


Pegue as sementes daquela abóbora e lave bem tirando todos os fiapos alaranjados. Seque bem e espalhe as sementes em uma forma forrada com papel manteiga. Caso não tenha o papel manteiga em casa, unte uma forma com o óleo e coloque as sementes para assar em forno médio, mexendo vez ou outra para tostar por inteiro. Retire do forno quando estiver quando estiverem todas tostadinhas e adicione sal a gosto.


terça-feira, outubro 13, 2009

músicas

http://www.youtube.com/watch?v=T6ELVt48GR4

olhem que bunitinha essa música, vou colocar uns links pra vcs verem

bj a todos

Especial - halloween

Honrando os antepassados

Hoje no ocidente não existe um reverenciamento aos antepassados, assim como é feito em grande parte do oriente. Temos o costume de visitar túmulos no dia 2 de novembro, dia de finados, coincidentemente (ou não) junto com as comemorações de Sahaim que tem inicio na noite do dia
31 de outubro (dois dias antes). Neste dia, uma tênue linha nos separa do plano espiritual, sendo então um dia mágico, onde conseguimos ser mais intuitivos e criativos e onde temos a oportunidade de honrar nossos antepassados, agradecer pelos conhecimentos adquiridos ao longo dos anos por intermédio de trocas, conversas, explicações, o amor incondicional de um pai ou uma mãe que já se foi...Temos tanto a agradecer e às vezes até pedir perdão por alguns atos que cometemos no passado, que podem ter magoado pessoas tão importantes e que não estão mais aqui para que possamos nos redimir, dar um abraço apertado, pedir perdão e dizer que os amamos no mais fundo de nossos corações.
É por conta dessas coisas que no dia 31 de outubro celebramos e honramos nossos antepassados, os convidamos para se banquetear conosco (claro que no sentido figurativo) e também fazemos com que àquelas almas perdidas encontrem a luz, vão para o caminho do bem e que entendam que é apenas uma fase, no útero escuro e acolhedor da Grande Mãe para que se retorne à vida.
A seguir um ritual simples para se fazer em honra aos antepassados e também para se livrar de males que você não queira para o próximo ano.
O que você vai precisar:

- maçãs
- romãs
- flores de sua preferência.
- o desenho da roda do ano
- um caldeirão pequeno (ou uma pequena panela de barro, nunca usada antes).
- uma faca (de preferência virgem e de cabo branco, mas isso é opcional).
- uma vela dourada (para simbolizar o Deus)
- uma vela prata (para simbolizar a Deusa)
- um lápis
- um papel sem linhas.

Monte o seu altar da maneira como seu coração mandar, de maneira que as velas fiquem lado a lado e no centro. Não esqueça do pequeno caldeirão ou da panelinha de barro! Cuide para que nesse momento você não seja interrompida(o)! Desligue o celular, tire o telefone do ganho, e avise ao porteiro (se morar em apartamento) que não quer ser incomodada (o).
Centre-se e vá pensando nos amigos, parentes e todos os entes queridos que já não estão mais entre nós. Não sinta tristeza, eles terminaram apenas um ciclo para iniciar outro. Lembre-se que a alma jamais morre, e que o plano físico é só uma passagem, assim como a morte também é. Escreva num pedaço de papel vários aspectos de sua vida do qual deseja se livrar, um sentimento negativo, um mau hábito, doenças, enfim coisas que não deseja mais para sua vida. Xeroque a página ao lado e coloque também no seu altar. Invoque a Deusa e o Deus da sua maneira, com palavras que venham do seu coração. Erga uma das romãs e perfure sua casca. Remova diversas sementes e coloque-as no desenho da roda. Olhe para seu altar e diga: “Nesta noite transformadora de Halloween assinalo sua passagem, rei Sol através do poente rumo ao outro mundo levando consigo todos aqueles que daqui já partiram. Grande e Sábia Deusa, mãe eterna, grandiosas e sábia, mostre-me a tua luz intensa nos meus momentos de escuridão”.
Prove as sementes de outra romã e sinta plenamente seu sabor refrescante e agridoce que invade toda a sua boca. Olhe para o desenho da roda do ano e veja nela o infinito e perfeição da vida e da morte. Com muito cuidado (bastante cuidado mesmo, hein!) acenda seu caldeirão (que deve estar no chão agora, para evitar acidentes) e observe suas chamas, com o papel ainda em sua mão. Diga: “Mãe Lua, Deusa da noite e das estrelas, este é o fogo que irá transformar tudo aquilo que vem me atormentando e bloqueando minha vida. Que essas energias transmutem. Que das trevas se faça luz! Que o mal em bem se transforme! Da morte o renascimento!” Jogue então o papel nas chamas do caldeirão e visualize todos os seus problemas sendo queimados, transmutados, transformados! Diga: “Que o fogo sagrado queime todos os meus problemas!” Mais uma vez diga: “Que a paz, a luz e a sabedoria esteja com meus antepassados. Obrigada (o) por todos ensinamentos e por todo amor, Que o Deus esteja sempre ao lado deles os guiando nessa viagem fantástica e indescritível! Vão em paz!”. Coma algumas frutas do altar e oferte o restante aos seus antepassados. Ao fim do ritual deixe-os ao pé de alguma árvore.

Que a Deusa transforme seu Caminho em Sagrado, hoje e sempre!

segunda-feira, outubro 12, 2009

Preparação para o Halloween

Preparação para o halloween



Com o ano novo se aproximando (halloween), estou colocando minha casa de cabeça para baixo, mas devagarinho, cada semana ou cada dia da semana um cômodo diferente. Hoje mesmo, ao invés de estar por aí aproveitando o feriado, resolvi ficar para me preparar para o próximo sabbath. Limpei toda a minha cozinha e a área de serviço. Com ela limpa e organizada agora sim eu posso começar a limpá-la energéticamente. Vou colocar uma música forte, alegre e alta, acencer um caldeiraozinho porreta que tenho guardado só para coisas especiais, montar um lindo altar para minha Deusa (que gosta de uma limpeza pesada!), vou fazer um chá bem forte com ervas de limpeza, e vou passar no chão como se fosse um desinfetante. Já fiz uma garrafada boa de proteção e vou tacar nas paredes, portas e tudo mais. Vou colocar um punhado de sal grosso em cada canto da cozinha a fim de tirá-lo com a vassoura de bruxa para tirar toda a inhaca impregnada nela. Já juntei tudo que eu não queria mais e que não me servia, vou doar ou jogar fora....ufa!



Ir devagar é melhor do que fazer tudo de uma vez só. Por que assim fazemos com calma, sem deixar escapar nada, nem um cantinho e mudamos a energia da casa para o próximo sabbath.



São Tomé que nos espere!!!!!

quinta-feira, outubro 01, 2009

Bruxaria

O que é...

A bruxaria nada mais é do que uma religião. Muitas vezes encarada como filosofia, ela está presente naqueles que realmente entendem o sagrado como princípio fundamental do universo, uma vez que os deuses e todas as suas energias e heranças fazem parte de um completo equilíbrio, que é a chave da pura existência por si só. Sendo assim, seus seguidores não acreditam em uma separação entre o bem e o mal, já que nada pode ser denominado como algo se não houver um contraposto, o que poderíamos resumir desta forma: não existe luz sem trevas, pois se as trevas não se fizessem presentes não saberíamos o que é a luz, por não termos uma base de comparação e esta nos passaria desapercebido e nem ao menos haveria sentido para nós o conceito que temos hoje a respeito; e assim procede com tudo o que se entende por existência: equilíbrio e harmonia, os opostos se atraem justamente por se completarem.

A partir daí podemos entender a crença na reencarnação onde uma vida não é o suficiente para ninguém se tornar um ser perfeito, ou quase perfeito, pois somos pequenos, e mesmo com toda a maestria dos deuses em nossas vidas quase sempre cometemos deslizes, e essas transformações não passam de processos ou etapas da qual necessitamos em prol da nossa própria evolução.

Em uma religião onde se tem essa concepção em que o simples fato de existir é sagrado, entendemos que cada molécula possui vida e com a natureza não é diferente, muito pelo contrário: na natureza, e em todas as coisas aparentemente simples, é que podemos nos conectar com o pedacinho divino que há dentro de nós e nos reencontrar com a nossa essência adormecida por toda essa ânsia de modernidade e glamour que a atualidade nos trás. Dessa forma trabalhamos nossa espiritualidade plenamente interagindo com a natureza da qual tanto necessitamos e nossas celebrações se baseiam, assim como para nossos ancestrais nos primórdios da humanidade, com os ciclos da natureza e da vida em si; acompanhando os solstícios* e equinócios*, mudanças de estação, colheitas e tudo aquilo na qual necessitamos e cada vez mais ignoramos, retomando a ligação a muito esquecida desses ciclos com as histórias de nossos deuses.

Portanto, pode-se dizer que, é uma religião baseada no primitivo sim, sem esquecermos a realidade em que vivemos, isto é, não vamos deixar de aproveitar as praticidades de um carro ou um computador porque na época não existiam, assim como trazemos a simbologia de cada tipo de ritual ou celebração para os dias de hoje, adaptando à realidade em que vivemos, por exemplo: um ritual voltado à fertilidade para que a colheita seja farta, podemos transmutar em um ritual de prosperidade para nossas vidas em si, seja financeiramente, realização pessoal etc., a não ser que você viva em um local afastado dependendo das ditas colheitas (você seria um privilegiado com certeza). Claro que isto sempre feito com total consciência! Não fazendo nem desejando nada a ninguém que não se queira a si mesmo e nem nada que possa chegar a prejudicar alguém, e isto inclui o meio ambiente!! Se o prejudicamos, prejudicamos aos nossos “pais” ou deuses e conseqüentemente a nós mesmos e vice-versa, pois todos somos um!!!

É uma religião de liberdade com conscientização. Assumimos nosso sagrado interior percebendo a essência divina em nós mesmos, nos amamos como realmente somos e nos libertamos de amarras e preconceitos que a sociedade nos impõe, principalmente quando nos reunimos e cantamos para os deuses com alegria e, em certos momentos, até mesmo com um pouco de infantilidade, por nos sentirmos confiantes em libertar nossa criança interior e a pureza que ainda somos capazes de guardar dentro de nós, bem lá no fundo...
Amamos profundamente a natureza por fazermos parte dela, e a vemos como o próprio corpo da Deusa que é nossa mãe e tem tanto para nos ensinar se soubemos ouví-la, estamos sempre buscando muitas formas de mostrar para as pessoas o quanto ela está sendo desrespeitada e assassinada! E francamente, me parece simplesmente inconcebível a idéia de como as pessoas podem encarar a natureza como algo tão casual e irrelevante, ainda não consigo entender, como as pessoas podem passar pela natureza e nem sequer voltar os olhos para ela; como não conseguem enxergar a beleza e sentir sua vibração, a magia pura que ela consegue passar pra você, pelo simples fato de estar lá; é só parar por um instante e prestar atenção, mas todos estão sempre muito ocupados para isso...


Bom, como em qualquer religião possuímos certas tradições e crenças (ironicamente muito semelhante às que encontramos em religiões bem posteriores ao paganismo), segue uma breve introdução:

- Celebrações em datas ou períodos específicos:

1. Sabbaths - rituais solares ou dias de poder:
Relacionados ao Deus e aos processos dele com a Deusa que formam a roda do ano. É um ciclo de morte e renascimento que passa por diversas fases começando pelo nascimento deste pelo útero da Deusa, crescimento, descoberta do amor, união entre ele e a própria Deusa, auge do seu poder e declínio até sua inevitável morte para renascer por intermédio da Deusa a partir de sua própria semente.
2. Esbbaths – rituais lunares relacionados a Deusa:
Relacionados com as fases da lua pois cada fase representa um aspecto ou face da Deusa e seu próprio ciclo de morte e renascimento: crescente:jovem – cheia:mãe – minguante:anciã – nova:transmutação (morte e renascimento). Sendo assim cada mudança de fase é uma noite de poder onde podemos praticar magia com uma vibração mais forte ou simplesmente celebrar a ocasião. Na maioria das vezes isto acaba sendo feito apenas na lua cheia pois é quando ela atinge o seu auge e corresponde a fase em que a Deusa amadurece e se torna mãe de todas as coisas; é o auge do seu poder. As vibrações lunares sempre foram sentidas por nós e percebidas através das influências que elas exercem* e muitos defendem que deveríamos praticar os Esbbaths em cada mudança de fase e não apenas em seu ápice, claro sempre respeitando a simbologia de cada uma delas.

- Altar:
Centro de conexão com o divino e com nosso espiritual; nosso ponto de força. Meio de expressarmos e materializarmos nossos pensamentos, crenças e sentimentos. Acabam se tornando nosso reflexo e reflexo de nossa dedicação e é nosso apoio durante execução de nossos rituais.

- Instrumentos Mágicos:
Cada um possui sua respectiva função, logicamente mágica, como direcionar energia, limpar o ambiente etc. São apenas ferramentas, mas que se tornam especiais e acabam criando vida, exigindo todo o cuidado e carinho.

- Símbolos:
Como qualquer símbolo são imagens, traços, ou simplesmente associações com coisas do dia-a-dia que possuem um certo significado ou correspondência. Sendo simples ou muito complexos, são usados como amuletos, representações, limpeza etc. Acreditamos que cada um projeta uma certa energia e influência, e que devem ser utilizados com sabedoria para fins específicos correspondentes a sua essência.

- Elementos:
Para nós os quatro elementos (terra-ar-fogo-água) possuem vida própria. Os quatro estão dentro de nós e de tudo o que existe, pois sem a existência dos mesmos não haveria vida.) Podemos utilizar a energia dos elementos, que é diferente para cada um deles, em nosso auxílio conforme correspondência com sua essência, além de nos comunicar e interagir com os espíritos guardiões de cada elemento (elementais), que são criaturinhas bastante curiosas.

- Outros Seres:
Além dos espíritos da natureza, ou elementais, acreditamos na existência e influência de outros seres como anjos, guardiões ou guias como o animal de poder, etc. Cada um possui sua própria essência, assim como uma função diferenciada; todas necessárias ao equilíbrio do universo.

- Oráculos:
Quando se fala em oráculo logo vem a mente uma certa posição de “vantagem”, no sentido de: estar a frente do futuro prevendo-o e assim evitar ter de passar desagrados. Até certo ponto isto está correto, mas o que se deve ter em mente é que o intuito do jogo ou consulta é o conselho e não a solução; além de serem uma chave muito valiosa para o auto conhecimento. Devemos ter em mente que os obstáculos e problemas na qual somos obrigados a enfrentar na vida fazem parte do nosso crescimento pessoal e são completamente necessários à nossa evolução espiritual. Portanto o oráculo é, na verdade, uma ponte ou guia, disponível para nos ajudar a entender mais profundamente nossa situação e quais alternativas possuímos para agirmos em relação a ela. Afinal o futuro não é imutável e a partir do momento em que se consegue um vislumbre do que está por vir, adquirimos também um controle maior e muito mais força para realizar as mudanças necessárias.

* Solstício: momento em que o sol (visto a partir do ângulo da terra), atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Ocorrem duas vezes por ano (entrada do verão e inverno) e, quando no verão, significa que a duração do dia é a mais longa do ano assim como, no inverno, duração da noite é que é a mais longa.
** Equinócio: momento em que o sol (visto a partir do ângulo da terra) cruza a linha do equador e os dias e noites têm a mesma duração (12 horas cada). Ocorre em duas datas e marca mudanças de estações (entrada do Outono e Primavera). *** Influências lunares podem ser vistas nas marés, no ciclo menstrual, mudanças de humor e de vontades, resultados de projetos conforme a lua na qual foram iniciados etc...
Texto por: Freya

quarta-feira, setembro 23, 2009

O MITO DA RODA DO ANO

E A RODA VAI GIRANDO, VAI GIRANDO.....


Na bruxaria natural, como na vida, existe uma roda de começo, meio, fim e recomeço; de nascimento, maturidade, morte e renascimento. Como a natureza se mostra pra nós, verão, primavera, outono e inverno, verão..... Damos um simbolismo ao que ocorre na natureza, o Mito da roda do Ano é um reflexo do que acontece na natureza. E é seguindo esse mito que temos nossas comemorações, agradecimentos, enfim nossas celebrações.
Nesse texto vou falar apenas do mito e no decorrer do ano vamos mostrando sobre cada uma dessas celebrações na época em que cada uma ocorre. (como fizemos no texto passado, falando sobre Mabon)
Como tudo que esta em cima é igual ao que esta em baixo, o Reino dos Deuses é igual ao nosso.
Como a roda é cíclica, não tento meio nem fim, vou escolher um ponto de partida e esse ponto será quando as energias masculinas e femininas estão juntas, jovens e fortes. Ou seja:
A PRIMAVERA, OSTARA; Quando a Deusa e o Deus são fortes e jovens. Como o Sol que ganha força e calor, como as flores que se abrem prontas para a fecundação. O Deus e a Deusa são adolescentes, se “reconhecem” e se apaixonam. Ela é a rainha da primavera, a virgem das flores e ele é o fogoso Gamo rei, O Deus da fertilidade, estão cheios de impulsos sexuais, de Luz. O amor sagrado dos dois é a promessa da fertilidade e crescimento da natureza.
Em BELTANE, se consome a UNIÃO SAGRADA. Deus e Deusa são um só. Consagrando a natureza com seu amor. Os dois estão no ápice de sua beleza e força. Ela se transforma na caça e ele é o caçador. O Deus viril fecunda a virgem e dessa união a semente da promessa foi plantada no útero da Deusa fértil.


No ápice do verão, LITHA; A Deusa é a futura mãe, Rainha do verão, o Deus é homem maduro, o guerreiro protetor e provedor. Como o Sol que nutre, e fortalece a terra. Os dois estão no extase do seu amor.
O sol começa a diminuir sua força e brilho, LAMMAS, as primeiras colheitas acontecem, o ventre da Deusa cresce e é a promessa de alimentos e tempos de bonança. O Deus esta maduro e sábio, cresce em sabedoria e a força física diminui. A Deusa é geradora da promessa.
No ápice do outono, MABON, O Deus perdeu toda sua força física, está sábio, ancião, Senhor das sombras e certo de que em breve irá para a terra do verão, dá sua força á Deusa que concede os últimos frutos a terra, antes de gerar a vida novamente. Ela é a Deusa Provedora, madura que reconhece que seu companheiro está morrendo aqui para renascer no seu próprio ventre.
Em, SAMHAIN, o Deus morre, se sacrifica para que a humanidade seja nutrida. É o Deus da morte. A Deusa se recolhe na terra do verão, sua gestação esta acabando e ela é a Mulher Sabia, a senhora do caldeirão e da magia. As portas dos mundos se abrem. O Deus foi para a terra do verão e ao mesmo tempo é a semente madura no ventre da Deusa. Aqui está o grande mistério da natureza. É aqui que sabemos que tudo renasce. É o fim e o inicio!
Chega o auge do Inverno , YULE, a Deusa dá a Luz ao Deus, após uma longa e divina gestação. Ela volta da terra do verão para renascer junto com o Deus. O filho que nasceu é ao mesmo tempo seu filho, companheiro e Gamo rei. É o momento de esperança, de renascimento. É a certeza do novo ciclo que esta recomeçando.
A escuridão esta passando, os dias estão se equilibrando novamente, IMBOLC, A Deusa e o Deus são crianças novamente, estão crescendo fortes e cheios de luz como os dias que se seguem. Ela é a noiva, a jovem, Ele é a criança da promessa.

E assim a roda vai girando, vai girando....
Se observarmos podemos ter essa roda em um dia. Com o nascer do Sol, a plenitude e o ocaso. A natureza é cíclica, a nossa vida é cíclica. Quando nos sintonizamos com a natureza, quando nos conscientizamos em que momento estamos e quais são as forças reinantes, nossa vida fica mais tranqüila, nosso fluxo de vida é natural. Nós não brigamos com a natureza e aproveitamos dessas forças e respeitamos a nós mesmos, o próximo e a própria natureza, ou seja a VIDA.
Abençoada seja nossa vida!
Que assim seja e continue sendo!!
Muita luz, paz e amor á todos!!!

segunda-feira, setembro 21, 2009

Mabon

Mabon
Equinócio de Outono
21 de Setembro - Hemisfério Norte / 21 de Março Hemisfério Sul



Mabon data a chegada do Outono, onde o dia e noite possuem mesma duração (12 horas, assim como no equinócio de primavera). Os dias de escuridão estão cada vez mais próximos com a chegada do frio. Dá-se então a segunda colheita (que teve início no Sabbath anterior – Lugh ou Lammas), armazenando os últimos grãos necessários para enfrentar o inverno. É uma época de recolhimento e introspecção, já que estamos começando nossa preparação para Samhain que é o ápice do ciclo onde o Deus, que já se encontra em profundo declínio, irá partir para a Terra do Verão. Data esta que marca o fim com a chegada da morte que não é um fim definitivo, mas uma promessa de esperança no renascimento com a criança prometida, que virá através da semente que foi plantada no útero da Deusa; assim como a certeza que possuímos de que após o inverno a terra aos poucos começará a florescer e germinar novamente. Honramos então o Deus como semente para o futuro e a Deusa em seu aspecto de transição de mãe para ansiã, pois precisa se deparar tristemente com a partida do deus e isto a enche de sabedoria.
Como sendo uma preparação para Samhain, devemos começar a nos desprender de tudo o que não precisaremos mais para o futuro próximo, no sentido mental e físico, literalmente nos desfazendo de objetos e utensílios da qual sabemos que não precisaremos mais. Época de meditação e agradecimento por toda a energia dispensada pelo Deus para a prosperidade, por tudo o que conquistamos e usufruímos durante o período fértil. Período de limpezas físicas e emocionais, arrumações em nossos lares e mentes, companhias, projetos que não vingaram, inseguranças e medos, pois em todo o fim há um recomeço. Devemos nos voltar também para aqueles que vieram antes de nós, nossos antepassados, com conotações de reverência e agradecimento, pois tudo o que vai deixa sua marca e deixa ensinamentos.

Para o Ritual:

Para a celebração dessa transição usamos para enfeitar nossos altares sementes, grãos, folhas secas, milho, galhos, além de montarmos uma mesa bem farta com frutas e alimentos provindos destes grãos como milho e trigo ex: pães e bolos. Além disso, para representar toda esta abundância o elemento mais tradicional é a Cornucópia; uma sexta em forma de cone que é um elemento fálico em si representando o Deus e seu interior, recheado de frutinhas ou elementos vindos da terra, representam a fartura e abundância vidos dele. È o corno da fartura.
As cores da ocasião são as cores do outono: marrom, vinho, bege e verde. Vermelho e laranja, mesmo sendo cores mais quentes, podem estar presentes em correspondência com as frutas que obtemos de nossa colheita e que também fazem parte de nosso altar.

Postado por: Freya

sexta-feira, setembro 18, 2009

terça-feira, setembro 15, 2009

Altar mágico - parte 2



Altar Mágico (parte 2)

Como montar um altar?

Entendemos como e porque fazemos um altar mágico, mas o que colocamos nele para representar os Deuses?
Queremos trazer para nosso tato e visão o que os Deuses representam para nós, como não conseguimos ver ou pegar o AMOR, nós temos que representa-los pelo que conhecemos do Universo.
Então, imaginemos que nosso altar é um pedacinho desse universo: e dentro dele vamos representar todos os elementos que são na verdade Nosso Deus e nossa Deusa: A terra, O ar, O fogo e a água.
*Para cada elemento existe uma direção:
Norte = terra
Leste = Ar
Sul= Fogo
Oeste= Agua

Podemos começar nosso altar achando a direção Leste, apenas olhando para o Céu e vendo onde o Sol nasce, ou para o Oeste, onde o sol se põem. A noite, estando no hemisfério sul ,encontrar o cruzeiro do sul, lá é a direção sul. Podemos achar o Norte com uma bússola, ou se vc realmente não tiver como saber onde estão as direções (difícil hj em dia mas vamos dar um desconto ,pois vivemos num mundo cheio de poluição e cheio de arranha- céus) podemos determinar onde será nosso norte traçar um pentagrama imaginário e a partir dele seguir a correspondência para cada elemento (ver desenho).A partir daí, já sabemos onde colocar nossos elementos: Terra, ar, fogo e água. A maioria das pessoas o colocam na direção norte, no elemento terra mas alguns preferem voltá-lo para o leste, já que é onde o sol nasce e representaria coisas novas. Eu pessoalmente prefiro a Terra considerando-se que os rituais se iniciam aí, ou seja, no material, que é onde nós estamos; daí passamos, no decorrer do ritual, para o leste (ar), sul (fogo), oeste(água) e por fim voltamos para a terra fechando o ciclo. Costumo associar também desta forma: se o altar é a “materialização”, ou seja, trazer para o plano físico as energias sutis com que trabalhamos, crenças etc, nada mais lógico do que plantá-lo no elemento correspondente: terra. Podendo ser feito no chão em cima de um pano, pedra plana, ou móvel, dispomos os objetos conforme sua correspondência:

Terra: cor marrom, pedras, plantas, a própria terra

Ar : cor amarela, incenso, penas de pássaros.

Fogo: cor vermelha, vela, lamparinas

Água: cor azul, conchas, taças, cálices.

Agora que sabemos as direções, os elementos correspondentes para cada direção e os objetos correspondentes para cada elemento ficou mais fácil.
É só seguir a intuição e NUNCA deixar de lado um elemento mais forte do que qualquer outro: O AMOR, afinal é a sua dedicação aos Deuses que faz com que vc monte um altar mágico.

*Sendo pessoal a egrégora que vc quer seguir, poderá achar as direções em outra ordem. Na bruxaria Natural alguns seguem a egrégora do Sul, colocando a direção sul para a Terra e direção norte para o Fogo, pois mudam de hemisfério norte para o sul.

segunda-feira, setembro 14, 2009

O Altar Mágico - 1ª Parte

Do latim altare ou ara (lat. class.): plataforma semelhante a uma mesa constituída por uma rocha, elevação ou outra estrutura que possibilite ao sacerdote, líder ou mentor espiritual, sacrificar à divindade, ou divindades, em um templo religioso ou local sagrado.

Mas a final, o que é um altar. Qual a função dele?

O altar é uma herança que vem desde a era primitiva*, de natureza religiosa, originado para realizar a conexão com o divino. Tanto que, na própria bíblia, existem várias passagens citando altares em “lugares altos” (ex: e mandou-se destruir os templos e altares levantados em lugares altos onde se fazia sacrifícios a Isthar, Astarth, Baal etc...), pois, se buscarmos o pensamento primitivo, teremos que os Deuses habitam nos céus, sempre acima de nós, portanto quanto mais alto o local de adoração mais próximos estaríamos deles.**
Mas e os sacrifícios? Porque esses altares eram usados para esta finalidade?
A essência de sacrifício seria de “doar-se”, “sacrificar-se” no sentido de dispor ou privar-se de algo na qual se necessita, ou que fará falta. Os rituais eram sempre baseados na colheita, fertilidade e etc, e essas oferendas eram uma forma de fazer a “sua parte” enquanto se está pedindo ou agradecendo aos deuses, o que estreitava a relação homem-divindade. Infelizmente, levando-se em consideração, novamente, o pensamento primitivo, essa idéia de entregar algo era totalmente extremista, já hoje praticamos os mesmos princípios utilizando-se de simbolismo e mantendo a mesma força; colocando-se alimentos como frutas ou bolos dedicados aos deuses em nossos altares nos rituais na qual nós mesmos podemos compartilhar e desfrutar no decorrer do mesmo.

Partindo-se deste princípio de “conexão” ou “ligação” com os deuses, todas as religiões possuem algum tipo de altar, no catolicismo, por exemplo, é a mesa onde se celebra a missa***, no protestantismo é onde os pastores pregam durante os cultos, nos terreros de religiões africanas temos altares com imagens de entidades e orixás, no budismo altar com a imagem referência do iluninado Buda e assim por diante. Isto porque, necessitamos de uma representação física daquilo em que acreditamos, e na bruxaria também funciona dessa forma...


* O Santuário de Stonehenge por exemplo (período Neolítico – idade da pedra polida – entre aprox. 18.000 e 5.000 a.c.), no sul da Inglaterra, foi construído para fins religiosos já que a estrutura, onde há também um altar estão posicionado para a direção onde o Sol nasce no dia de solstício de verão; remetendo a riruais de um culto solar. Datando de um período anterior , temos os desenhos nas cavernas (período Paleolítico – idade da pedra lascada – entre aprox. 2.5000.00 anos atrás e 6.000 a.c.) seriam realizados por caçadores com intuitos mágicos: estar influenciando na captura do animal assim que possuíssem a imagem do mesmo ferido mortalmente em um desenho. Além, destas, a maioria das imagens eram femininas com seus corpos bem destacados, remetendo aos aspectos da deusa de fertilidade etc e isso se aplicava também à esculturas, sendo Vênus de Willendorf a mais conhecida.

** Outros locais de adoração ficavam sempre na natureza ou próximos a ela, devido a consciência que os homens já possuíam de sua relação com o divino.

*** A utilização de crenças e hábitos pagãos para facilitar a conversão detes à nova religião pode ser vista nitidamente em toda a estrutura cristã ex.: o sacrifício do “cordeiro de Deus” para “retirar” os pecados da humanidade nada mais é do que uma alegoria “mascarando” os antigos sacrifícios pagãos, vividos pelo personagem de Jesus Cristo, mudando-se assim o foco mas não as origens.

Altar na Bruxaria:

È o nosso ponto focal mágico, é como materializamos nossos sentimentos, crenças e práticas espirituais, centro de conexão com os deuses. A quem defenda que todos deveríamos possuir um altar fixo em casa, um cantinho espiritual e não montá-lo apenas para os rituais. Mas, ao fazê-lo, devemos ter em mente de que será nosso reflexo, e de nossa dedicação, é especial e sagrado, e deve ser tratado como tal. Sempre limpo e organizado por uma questão de respeito e devoção, além de servir também como um termômetro de nossas energias e ponto de força ou poder pois, ele é parte de nós, e é assim desde o momento em que se começa a idealizar sua confecção.Mais uma coisa é fato: sendo fixo ou não, é extremamente pessoal, havendo divergências na forma de organizá-lo. Por isso, temos sempre que seguir nossa intuição e nosso coração, afinal a Bruxaria é isso mesmo, e assim poderemos fazer as associações necessárias para representar cada parte dele de forma bonita e coerente, e mesmo que seja simples a força dele estará na simbologia, e no que ele representa.

Postado por: Freya.
- No próximo Post, detalhes e dicas de como montar o altar -

sábado, setembro 12, 2009

Desmistificando a bruxaria


Desmistificando a Bruxaria

Nesses dias onde a preocupação com o meio ambiente é tão forte, onde há realmente a necessidade das grandes emissoras de rádio, televisão e Internet fazerem uma mídia de massa que levam ao conhecimento geral que estamos à beira de um colapso mundial por conta dos maus tratos à natureza, não há mais espaço para se pensar que a bruxaria é algo maligno.


Em pleno século XXI existem pessoas que acreditam ainda que bruxaria está relacionada a assuntos do mal. Que as bruxas e bruxos são pessoas que fazem rituais satânicos e sacrificam pessoas. Esta é a sua oportunidade (se for uma dessas pessoas que não sabem o que é bruxaria) de entender o que é isso.


A bruxaria é uma religião (ou até mesmo uma filosofia de vida) que tem extrema ligação com a natureza. Os seguidores dela são pessoas que respeitam a Terra, porque acreditam que ela é o corpo da própria Deusa. Os rios e mares são o seu fluxo sanguíneo, as árvores seus cabelos e o vento o seu sopro. Acreditando na "sacralidade" do mundo, os pagãos vivenciam a vida em torno dos ciclos da natureza, sentindo e celebrando o inverno, a primavera, o verão e o outono. Dentro de cada estação do ano são feitas celebrações chamadas Sabats onde se cultua o Deus e a Deusa. Vale lembrar que o Deus que se cultua nessa tradição não é o demônio cristão (na verdade as bruxas e bruxos nem acreditam nele!). A verdade é que a própria Igreja transformou a imagem de Cernunnus um dos Deuses pagãos, (os seguidores da Antiga Arte são politeístas) na imagem do demônio cristão, com a intenção de atrair mais fiéis, já que esta era uma religião nova em comparação com a Antiga Arte e de tornar a imagem do pagão em algo terrível. Nem preciso passar pela idade média, onde milhares de mulheres e homens inocentes foram queimados vivos publicamente acusados de bruxaria (e depois os caras tem coragem de dizer que nós somos maus!).


O interessante é que, além disso, todas as celebrações feitas na bruxaria são feitas nas igrejas até hoje. O Natal, a páscoa, dia de são João, finados...E assim por diante. Lembro-me de ler um artigo de um sacerdote religioso (que por respeito não nomearei aqui), proibia os seus fiéis de armarem em casa a árvore de natal, alegando que aquele ato era algo de bruxaria. Nessa igreja também é proibido comprar ovos de páscoa às crianças, já que isso remete e um ritual da Antiga Arte. Particularmente achei fantástico. Porque se eles seguem outra religião que não a bruxaria, deveriam fazer rituais pagãos?


Mesmo com toda perseguição, com toda matança e preconceito, os seguidores da Antiga Arte não são contra religião alguma, já que se acredita que o ser humano é livre para trilhar o caminho que escolher dando valia à lei que diz: Faça o que quiser desde que não prejudique nada nem a ninguém.


Àquela bruxa verde com cabelo de vassoura piaçava, com dentes sujos e apodrecidos, com uma enorme verruga no nariz, só existe nos contos infantis (que devemos ressaltar o quanto são preconceituosos). As bruxas são mulheres que cuidam do seu corpo, já que acreditam que ele é o seu templo, por isso elas vão à academia, comem alimentos orgânicos e arrumam os cabelos. As vassouras foram aposentadas e andam de carros possantes, são donas de casa, chefes de grandes empreendimentos, atrizes, cantoras, juizas, professoras...São pessoas normais, como qualquer outra. A mesma coisa com os homens seguidores da Arte, são bonitos, charmosos, inteligentes, diretores de empresas, políticos, professores de arte, música...Enfim, estão em todos lugares.


Os bruxos e bruxas são os que não jogam lixo na rua, que reciclam seus lixos, procuram não poluir o ambiente, quando vão para praia acabam catando o lixo da areia do guarda sol do vizinho, porque não admite que sujem, poluam e maltratem a natureza.


Há muito que aprender com os pagãos. Se houvesse o entendimento do sagrado na natureza, talvez hoje não estivéssemos passando por esse problema tão grande com o meio ambiente.


Quando vir uma bruxa na rua lembre-se que alguém com uma energia fantástica está ao seu lado e não uma bruxa verde com verruga no nariz!


Abençoados sejam!!!!!

sexta-feira, setembro 11, 2009

Animais de Poder

Animais de poder - força e magia







Os animais de poder são manisfestações místicas dos espíritos na natureza.Ele é um guia pessoal e geralmente temos 3 ou mais animais. Corra da idéia desse povo que diz que você consegue conhece-lo em um mês. As vezes demora anos até encontrarmos todos eles. Temos o animal de tristeza, alegria e raiva, cada um dele será importante na sua caminhada pelo caminho espiritaual. eles nos auxiliam a entrar em contato conosco mesmas (os) enterder alguns sentimentos, algumas atitudes e também nos mostrando o poder que temos. Ele geralmente traz características nossas do dia-a-dia. Por exemplo, eu sou uma pessoa extremamente friorenta, jamais vou ter um urso polar! Não faz parte da minha essência!!!



Existem alguns exercícios de animal de poder, posto isso em outra ocasião.

Relaciono abaixo alguns dos animais (incluindo os místicos) com seus significado:





Águia - Iluminação, a visão interior, invocada para poderes xamânicos, coragem, elevação do espírito a grandes alturas;
Aranha - Criatividade, a teia da vida, manifestação da magia de tecer nossos sonhos;
Abelha - Comunicação, trabalho árduo com harmonia, néctar da vida, organização.
Alce - Resistência, auto-confiança, competição, abundância, responsabilidade.
Antílope - Cautela, silêncio, consciência mística através da meditação, calma, ação.
Baleia - Registros da Mãe Terra, sons que equilibram o corpo emocional, origens;
Beija-flor - Mensageiro da cura, amor romântico, claridade, graça, sorte, suavidade;
Borboleta - Auto-transformação, clareza mental, novas etapas, liberdade;
Búfalo - Sabedoria ancestral, esperança, espiritualidade, preces, paz, tolerância;
Cabra/cabrito - Determinação para ir ao topo, nutrição, brincadeiras.
Camelo - Conservação, resistência, tolerância.
Canguru - Proteção maternal, coragem para seguir em frente nas fraquezas.
Castor - Novos canais de pensamentos, construção, segurança, conforto, paciência.
Cisne - Graça, fidelidade, ritmo do Universos, ver o futuro, poderes intuitivos, fé.
Coiote - Malicia, artifício, criança interior, adaptabilidade, confiança, humor.
Coelho - Fertilidade, medo, abundância, crescimento, agilidade, prosperidade.
Condor - Idem a águia, é um dos filhos do Sol no Peru, representa o Mundo Superior.
Coruja - Habilidades ocultas, ver na escuridão, a vigília, a sombra, sabedoria antiga.
Corvo - Guardião da magia, mistério, predições, mensageiro, dualidade, assistência.
Cavalo - Poder interior, liberdade de espírito, viagem xamânica, força ,clarividência;
Cachorro - Lealdade, habilidade para amar incondicionalmente, estar a serviço;
Cobra - Transmutação, cura, regeneração, sabedoria, psiquismo, sensualidade;
Coiote - Malícia, artifício, criança interior, adaptabilidade, confiança, humor.;
Coruja - Habilidades ocultas, ver na escuridão, a vigília, a sombra, sabedoria antiga;
Doninha - Poderes ocultos, vivencia, poder de esconder, observações, segredos.
Elefante - Longevidade, inteligência, memória ancestral, ancestrais enterrados.
Esquilo - Divertimento, planos futuros, reunião, observar o óbvio.
Esturjão - Determinação, sexualidade, consistência, profundidade, ensinamento.
Falcão - Precisão, mensageiro, olhar a volta, abertura a distância, oportunidades.
Formiga - Comunidade perfeita, paciência, trabalho duro, força, resistência, agressividade.
Gaivota - Voar através da vida com calma e esforço para alcançar objetivos.
Gambá - Campo de proteção, reputação, repelir quem não o respeita, respeito.
Gato - mistérios, poderes mágicos, sensualidade, independência, visões místicas, limpeza.
Galo - Sexualidade, fertilidade, oferendas, cerimônias, altivez.
Girafa - Calma, inspiração para se atingir grandes alturas, suavidade, doçura.
Golfinho - Pureza, iluminação do ser, sabedoria, paz, amor, harmonia, comunicação.
Gorila - Sabedoria, inteligência, adaptabilidade, guardião da terra, habilidade.
Guaxinim - Bom humor, limpeza, sobrevivência, tenacidade, inteligência, folia.
Hipopótamo - Desenvolvimento psíquico, intuição, ligação água-terra, aterramento.
Jacaré - Instinto de sobrevivência, o inconsciente profundo, o caos que precede a criação.
Jaguar - A busca em águas da consciência, mensageiro, interação mente e alma.
Javali - Comunicação entre pares, expressividade, inteligência.
Lagarto - Otimismo, adaptabilidade, regeneração, sonhos, renovação, transformação.
Leão - Poder, força, majestade, prosperidade, nobreza, coragem, saúde, liderança, segurança, auto-confiança.
Leopardo - Conhecimento do subconsciente, compreender aspectos sombrios, rapidez.



Lince - Segredos, conhecimento oculto, tradição, ouvir para o crescimento.
Libélula - Ilusão, ventos da mudança, comunicação com o mundo elemental.
Lobo - Amor, relacionamentos saldáveis, fidelidade, generosidade, ensinamento.
Macaco - Inteligência, bom humor, alegria, agilidade, perícia, irreverência, amizade.
Minhoca - Regeneração, resistência, auto-cura, transformação.
Morcego - Renascimento, iniciação, reencarnação, habilidades mágicas.
Onça - Espreita, proteção de espaço, silencio, observação. Precisão.
Pantera - Mistério, sensualidade, sexualidade, beleza, sedução, força, flexibilidade.
Pato - Desenvolvimento de energia maternal, fidelidade, nutrição energética.
Peru - Dar e receber, transcendência, dádivas, celebração.
Porco-Espinho - Fé, confiança, inocência, inspiração para realizações, dentro da essência.
Puma - Força, mistério, silêncio, sobrevivência, velocidade, graça, liderança, coragem.
Pica-Pau - Regeneração, limpeza, comunicação, proteção, unido aos Espíritos do trovão.
Pingüim - Viver em comunidade, fidelidade, lealdade nos romances.
Pombo - No cristianismo simboliza o Espírito Santo, paz, comunicação, mensagem.
Raposa - Habilidade, esperteza, camuflagem, observação, integração, astúcia.
Rato - versatilidade, alerta, introspecção, percepção, satisfação, aceitação.
Salmão - Força, perseverança, nadar contra a maré, determinação, coragem.
Sapo - Evolução, limpeza, transformação, mistérios, humor, ligado a chuva.
Tartaruga - Estabilidade, organização, longevidade, paciência, resistência, proteção, experiência, sabedoria, Mãe-Terra.
Tatu - Limites, doas dá a armadura, limites emocionais, protege a saúde.
Texugo - Agressividade, coragem, formar, alianças, persistência, agir em crise.
Tigre - Aproximação lenta, preparação cuidadosa, aproveitar oportunidades.
Touro - fertilidade, sexualidade, poder, liderança, proteção, potencia.
Urso - Introspecção, intuição, cura, consciência, ensinamento
s, curiosidade.
Vaga-Lume - Iluminação, entendimento, força de vida, luz e escuridão, maravilhas.
Veado - Delicadeza, sensitividade, graça, alerta, adaptabilidade, coração/espírito, gentileza.

Animais Místicos

Cavalo Alado - Elevação, transmutação, beleza, viagem astral,aventuras, mistério, fascínio.
Centauro - Instinto animal, ligação homem-animal, anarquia, sexualidade, fertilidade, cura.
Dragão - Potência e força viril, proteção Kundalini, calor, mensageiro da felicidade, senhor da chuva, fecundação, força vital.
Elefante Branco - Força, bondade, escolha de caminhos, ligações extraterrestres, mistério.
Fênix - Renascimento, fascínio, animal do Sol, imortalidade da alma, elevação, purificação.
Sátiro - Libertinagem, divertimento, impulso sexual, instintos, fantasias sexuais.
Unicórnio - Rapidez, mansidão, pureza, salvação, espiritualidade, inofensivo.

segunda-feira, setembro 07, 2009

Filhos melhores para o planeta!





Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.
"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"Passe adiante!Precisamos começar JÁ!
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo
vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos,
inclusive em respeitar o planeta onde vive...o papel da escola é passar
o conhecimento e não a educação