segunda-feira, agosto 30, 2010

Lughnasadh - Lammas

(Antes tarde do que nunca) ...



Lughnasadh ou Lammas – 1ª Festa da Colheita
(01 de Agosto - Hemisfério Norte) e (01 de Fevereiro - Hemisfério Sul)




Lughnasadh (ou Lunasá / lug-na-ssadh como se pronuncia) seria um nome que provém de um dos festival solares celtas. Também conhecido como Lammas (lammas) que significa algo como: Missão do Pão (loaf Mass) ou “Massa de Lugh” é o Festival da Primeira Colheita. Conhecido e celebrado segundo vários nomes por toda a Europa, sempre leva a mesma conotação: colheita. Lúnasa quer dizer “Mês de Agosto” em gaélico-irlandês, enquanto Lunasda e Lunasdal também significa Lammas, ou, Primeiro de Agosto em gaélico-escocês; na ilha de Man seria Laa Luanys ou Laa Luany, na Escócia, Luchar, na penísula de Dingle: An Lughna Dubh (“Festival Sombrio de Lugh”) em Gales era conhecido apenas como Gwl Awst (O Banquete de Agosto), e por aí vai.

Uma festividade associada ao sentido de ver a vida em todas coisas e que possui uma carga celta muito forte, até para aqueles que não seguem essa corrente, devido ao nome do próprio ritual estar associado a uma divindade celta: o Deus Lugh. E Lugh era considerado o maior guerreiro celta devido a derrota dos gigante, que exigiam sacrifícios humanos, ser realizada por ele. O ritual em sua honra era geralmente realizado no domingo¹ mais próximo à 1º de agosto, pois, sendo um domingo, as pessoas podiam deixar de lado o trabalho o dia todo e apenas comemorar.

Como não podia ser diferente era um Deus Solar e tudo aquilo o que estiver associado a este sabbath trará força de maturidade e retorno. “Lammas” tem a ver com pão ou qualquer tipo de massa², na qual necessitamos dos grãos para produzir, pois, é um momento de comemoração e alegria por podermos colher de volta tudo aquilo o que plantamos durante os meses anteriores. Celebramos então a Deusa, a Terra em sua pleitude e o Deus, por seu sacrifício em virtude dos grãos.


Lammas ocorre entre Litha (Solstício de Verão) e Mabon (Equinócio de Outono), ou seja, é um período de transição. A Força de Nosso amado Deus Sol já alcançou o seu ápice e as noites já começam a se mostrar mais longas, pois ele está enfraquecendo. O Sol ainda brilha mas não tanto assim, assim como ainda não podemos dizer que o frio chegou. A única certeza que possuímos é da breve e suave morte que logo o alcançará.

Mas não é um momento de tristeza, e sim de muita comemoração. Sentido de vitória depois de tanto trabalho nas plantações; agradecer a tudo aquilo o que pudemos arrecadar, todo o alimento gerado, assim como todos os ganhos e recompensas pelos esforços em todos os aspectos de nossas vidas. Não devemos nos esquecer, é claro, de agradecer também pelos momentos difíceis, pois são necessários e fazem parte da nossa evolução. Por este motivo é um período que fala da vida em si! Porque a natureza sempre encontra um meio, e todo o tipo de vida não existe sem as forças criadoras.

É o momento de agradecer pela união do Pai céu e a Mãe Terra que juntos deram origem a tudo aquilo na qual podemos nos beneficiar, todos aqueles frutos a nossa disposição da qual tanto necessitamos para nossa própria existência.

E neste momento, é claro, a Deusa tem em seu ventre o fruto desta união divina; seu filho que cresce intensamente e que, na realidade, é seu próprio consorte. Uma proporção de energia em equilíbrio dando continuidade ao clico de nascimento-morte-renascimento: enquanto o Deus vai declinando e morrendo, vai ao mesmo tempo tornando-se mais forte no ventre da Deusa, para logo renascer e recomeçar a caminhada repetindo todo o processo. E é dessa forma que ele nos mostra que o universo é ciclico e regido pelo equilíbrio e a continuidade assim como nossas vidas também são.

Bem, de acordo com toda esta energia, seria interessante fazermos em nosso ritual a “Massa ou pão de Lugh”, que deve ser feito por várias pessoas juntas, colocado no altar e repartido ente os participantes durante o ritual. Muitos jogos eram e podem ser praticados também nesta ocasião.

Uma boa pedida também também seria os bonecos de milho, ou trigo, que representam os deuses (Senhor e Senhora do Milho) e ficarão conosco durante todo o ano como amuleto de proteção até serem queimados e substituídos no próximo ano.

Junte elementos que estejam relacionados a energia do Sabbath, entregue seu coração e realize sua festa dos grãos...

¹ Nas áreas rurais o festival era constantemente lembrado como “Domingo de Mirtilhos” pois era costume escalar-se a colina mais próxima (colina de Lughnasadh) a fim de juntar pequenas frutinhas pretas dadas pela terra.

² O nome Lammas teria vindo de um costume medieval de levar os primeiros pães (bolos, etc) para uma celebração e repartí-los ente os participantes.

Muita paz, Freya

E a segunda colheita está logo aí...(Mabon).



2 comentários:

Inanna di Uruk disse...

é
antes tarde do que nunca!!!
rs

zelia maria motta moura disse...

Jamais nos faltarão grãos, porque os Deuses estão a favor de quem semeia, cuida e colhe.